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Projeto Literário

Resenha – Um estudo em vermelho

Publicado em 26 de maio de 2017
- Editoras, Harper Collins, Zahar

LIVRO ESPECIALMENTE INDICADO PARA  para quem gosta de narrativas sobre investigação e para quem curte contos. Leitura indicada para aqueles momentos em que queremos conhecer obras clássicas, dispondo de tempo para ler toda a coleção ou quando estamos em busca de contos mais rapidinhos, para aproveitar em momentos esporádicos.

Olá pessoal! Começamos hoje o projeto de leitura de Sherlock Holmes com a resenha de Um estudo em vermelho. Nesta primeira aventura vamos acompanhar como Sherlock Holmes e Dr. Watson se conheceram. Curiosos para saber mais sobre este encontro? Então vamos lá!

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Projeto Sherlock Holmes

Publicado em 18 de maio de 2017
- Policial, Projetos, Sherlock Holmes
Olá pessoal!Se tem uma coisa que vocês precisam saber sobre mim é que eu adoro participar de projetos literários, acredito que eles me estimulam a ler mais. Então no post de hoje quero falar com vocês sobre o Projeto Sherlock Holmes que foi criado pela Duda Menezes do blog Book Addict.

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Resenha – O que não existe mais

Publicado em 30 de janeiro de 2017
- Contos/Poesia, Nacional, Resenhas, Tordesilhas

LIVRO ESPECIALMENTE INDICADO PARA quem gosta de contos, para quem busca textos curtos e cheios de sentido, para que aprecia narrativas que falam sobre questões muito humanas, como: ausência, vida, morte, saudade, amor.

Adoro livros que falam sobre questões existenciais. E essas questões, muitas vezes tão comuns, podem ser retratadas de diversas maneiras e escritas para públicos variados. A vida, o sentido dessa vida, a morte, a repercussão desse deixar de existir, a família e seu papel na construção da nossa personalidade, o ser o que se é… Tudo isso me interessa. São temas comumente encontrado em romances, fantasias, distopias, ficções ou livros de terror. A literatura e a arte de maneira geral costumam transformar o comum em belo. 

O que não existe mais, livro de estreia de Krishna Monteiro, permite que o leitor entre em contato com diversos desses temas, distribuídos em sete contos. A principio o leitor pode imaginar que cada uma dessas histórias, por se passar em tempos distintos, com ambientações diversas e narradores muito diferentes entre si, falará cada uma
sobre um determinado assunto. De certa forma falam, mas penso que a essência de todos os contos é basicamente a mesma: a dor, a falta, a ausência, a saudade… Tudo aquilo que fica quando algo ou alguém se vai.

 

“O que não existe mais, quase sempre é, o que subsiste; aquilo cuja existência se torna praticamente insuportável para quem vive do que existe. O que não existe mais existe até demais”.

 

A unicidade da escrita, poética, sensível e cheia de significados, pode assustar o leitor acostumado a narrativas mais simples ou diretivas.  E essa escrita única atrelada à viagem existencial que o livro propõe ao leitor, mesmo que de maneira inconsciente,  transforma esse livro diminuto – no que diz respeito ao tamanho físico –  em uma obra por vezes difícil de ler. Isso porque, quem, afinal, gosta de encarar a certeza da finitude? Quem aprecia ter escancarada a dor da ausência daquele que se foi, aquela dor que a gente tenta encobrir com sorrisos nem sempre sinceros? Quem acha fácil perceber que tudo aquilo que não foi, poderia ter sido, se tivéssemos feito algo diferente? Quem acha fácil dar o último adeus, seja a alguém querido ou a si mesmo? Nem todo mundo, acredito.
 
“Sondo o ar. Estirado sobre uma maca a lhe servir de leito, ele, o corpo, ou ela, o corpo, cheira a vácuo e a ausência”.
Cada narrador alcança o leitor de alguma maneira, seja esse narrador um filho, um avô, um neto, o gato ou o galo; cada conto cumpre seu propósito de tocar o leitor – uns mais fortemente que outros – e promover um estado de introspecção reflexiva que pode tanto doer quanto ser libertadora. O que não existe mais é um livro para se ler devagar, quando o tempo não é exigente e o coração está aberto. É um livro que indico para quem não se importa em vivenciar esse tipo de imersão nos sentimentos. Para quem gosta de textos mais filosóficos e densos, mas com beleza singular.
 Se eu fosse você, largaria esta arma. Poria no chão este revólver. Lançaria por terra a fria bala de aço destinada a explodir teu crânio. E ouviria, qual uma plateia, o primeiro, o segundo e o terceiro movimento da eterna sinfonia. Da eterna sinfonia que, como um sudário, enlaça e abraça o vento.

 

Este livro foi o último que ganhei, portanto já aproveitei para incluí-lo no desafio do nosso projeto literário de leituras temáticas.