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Editora Gutenberg

Resenha – Recordando Anne Frank

Publicado em 22 de maio de 2018
- Clube do Livro, Editoras, Gutenberg, Não Ficção

LIVRO INDICADO ESPECIALMENTE PARA quem gosta de histórias reais, histórias sobre guerra e que se interessa por saber mais sobre nosso passado. Para ler naqueles momentos em que precisamos nos lembrar do que acontece quando a intolerância e a ignorância tomam o lugar do diálogo e dos argumentos. Livro discutido no Clube do Livro do Grupo Autêntica, no mês de Maio.

Em Recordando Anne Frank acompanhamos a vida de Miep Gies, que foi uma das pessoas que ajudou a família de Anne Frank a se esconder durante a ocupação nazista na Holanda e quem recuperou o diário. Ela nasceu na Áustria, país que foi que foi arrasado durante a Primeira Guerra Mundial. As famílias austríacas estavam passando por muitas dificuldades no pós-guerra e muitas crianças estavam doentes e desnutridas, não havia alimento para todos.

Miep, então com 11 anos, e muitas outras crianças foram enviadas para Holanda em um programa organizado por trabalhadores estrangeiros. Elas viveriam por um tempo com famílias adotivas para assim recuperar a saúde. Apesar de estar sozinha em um país estranho e da dificuldade do idioma, ela se adaptou muito bem. Sua família adotiva a recebeu de braços abertos e a integração foi total.

Apesar da barreira do idioma, todas as crianças eram gentis comigo. Na minha situação de miséria, gentileza era essencial. Era um remédio tão importante quanto o pão, a marmelada, o bom leite holandês, a manteiga e o queijo, o calor dos quartos.

Miep não se sentia mais uma cidadã austríaca, ela havia crescido na Holanda e acabou não retornando para Áustria, mas nunca deixou de ajudar sua família biológica. Em 1933, aos 24 anos, Miep começou a trabalhar na Travies&Company empresa que era administrada por Otto Frank, recém chegado da Alemanha, fugindo das políticas antissemitas de Adolf Hitler.

Ela aprendeu o trabalho muito rápido e logo uma amizade entre ela o Sr. Frank tomou forma. Mais ou menos no mesmo período ela reencontrou Henk, um rapaz com quem havia trabalhado anteriormente, e os dois passaram a se encontrar. Logo Henk também se tornou amigo dos Frank. Eles passaram a ser convidados para jantar na casa dos Frank. Em maio de 1940 o que os amigos mais temiam aconteceu, o exército de Hitler invadiu a Holanda. Desde então a vida deles não foi mais a mesma, vivam com medo do que poderia acontecer, até que no dia 4 de agosto de 1944 a família Frank se refugia no anexo, onde passariam 25 meses até serem descobertos.

Confesso que já não me lembrava da história de O Diário de Anne Frank com muitos detalhes já que havia lido este livro quando ainda estava no colégio, mas agora vou querer reler sem sombras de dúvidas. Tenho certeza de que vou perceber a história de uma maneira muito diferente da primeira leitura. Mas até mesmo quem ainda não tenha lido o diário pode ler Recordando Anne Frank, já que todos nós conhecemos um pouco desta história.

O livro é dividido em três partes, narrando o antes, durante e depois do período que os Frank viveram escondidos. Miep foi figura fundamental durante todo o período que eles ficaram no esconderijo. Ela teve que se desdobrar para conseguir alimento que era cada vez mais escasso, além de conviver com o medo de ser descoberta e arcar com as consequências de ajudar uma família judia. Miep e Henk chegaram a passar uma noite no anexo e ela narra como se sentiu:

Ao me sentar, entendi um pouco melhor o que significava estar aprisionada naqueles cômodos pequenos. Ao me dar conta desse sentimento, experimentei um gostinho do medo impotente que dominava aquelas pessoas, dia e noite. Sim, todos nós vivíamos a guerra, mas Henk e eu tínhamos liberdade de ir e vir quando quiséssemos, de ficar dentro de casa ou sair. Aquelas pessoas estavam em uma prisão, uma prisão com cadeados nas portas.

Eu amo livros que retratam fatos históricos, mas não tenho costume ler não ficção, por isso Recordando Anne Frank me marcou ainda mais, saber que tudo que foi contado ali aconteceu de verdade e com pessoas inocentes é muito comovente. Realmente essa foi uma leitura que não vou me esquecer tão cedo, essa história mexeu muito com as minhas emoções.

Estamos vivendo tempos difíceis de muita intolerância ao que é diferente e podemos aprender muito com o passado, e para isso é fundamental conhecer nossa História. A leitura pode ajudar muito nessa busca por conhecimento. Para encerrar quero deixar uma frase que resume muito bem a razão pela qual nós não devemos nunca nos esquecer do que aconteceu no passado.

 


Título: Recordando Anne Frank
Autora: Miep Gies e Alison Leslie Gold
Lançamento: 2017
Editora: Gutenberg
Páginas: 240
Sinopse:  Sinopse: Para os milhões de leitores apaixonados pelo livro O Diário de Anne Frank, aqui está a surpreendente história de Miep Gies. Por mais de dois anos, Miep e seu marido ajudaram a esconder judeus dos nazistas. Como milhares de heróis desconhecidos do Holocausto, eles arriscaram suas vidas todos os dias para levar comida, notícias e apoio emocional às vítimas. Neste livro, Miep Gies relembra seus dias com honestidade e sensível clareza. Ela narra desde sua sua infância sofrida como refugiada da Primeira Guerra Mundial até o momento em que coloca o pequeno diário xadrez de Anne Frank nas mãos de seu pai, Otto Frank. O diário ficou guardado com Miep por muitos anos, e graças a ela, ele pode ser publicado. Recordando Anne Frank é uma história fascinante e verdadeira, onde cada página nos toca com coragem e dolorosa delicadeza.

Resenha – As Sobreviventes

Publicado em 4 de dezembro de 2017
- Gutenberg, Thriller

LIVRO ESPECIALMENTE INDICADO PARA quem busca uma trama cheia de mistério, aquele tipo de história em que nada é exatamente aquilo que parece. Ideal para ler em momentos em que precisamos de um thriller angustiante e surpreendente, capaz de nos enganar e nos fazer roer as unhas de tensão.

Quincy Carpenter quase foi morta. Durante uma viagem com os amigos para comemorar um aniversário, em um chalé no meio da floresta, o grupo passou por momentos assustadores. Tudo começou com um ruído, que se transformou em gritos histéricos e evoluiu para sangue respingando e escorrendo em grande quantidade dos corpos mutilados dos seus amigos – e até dela mesma. Mas ela sobreviveu, e mesmo após 10 anos seu subconsciente resiste em recordar de detalhes desta noite.

Parar não era uma opção. Parar era morrer. Então ela continuou correndo, mesmo quando o ramo de um arbusto espinhento se enrolou no seu tornozelo e roeu a carne. O ramo se esticou até Quincy conseguir se libertar dele à força de um chacoalhão. Se doeu, ela não tinha como dizer. Seu corpo já tinha sofrido mais dor do que podia suportar.

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Clube do livro Grupo Autêntica – Todo mundo vê formigas

Publicado em 30 de abril de 2017
- Clube do Livro, Eventos, Gutenberg
 
Olá, pessoal! Como vocês estão?

O post de hoje é especial, pois contarei sobre mais um clube do livro promovido pelo Grupo Autêntica.  O encontro acontece uma vez por mês, em diversas cidades. Em Campinas foi a terceira reunião e a impressão que tenho é que cada vez fica melhor!

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