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Resenha – Strange the Dreamer

LIVRO ESPECIALMENTE INDICADO PARA amantes da fantasia, mas que gostam de uma pitada de romance. Para os sonhadores e para aqueles que gostam de se aventurar em mundos novos e diferentes, cheios de emoção, aventura e conflitos emocionais. Para quem gosta de personagens fortes e sonhadores, heróis que não são perfeitos e vilões que não são o que parecem ser. Para ler em momentos que uma narrativa complexa e emocionante se faz necessária.

O livro se inicia com Lazlo, um menino órfão que cresceu em um monastério ouvindo histórias contadas por um monge idoso e acamado; histórias sobre uma misteriosa e fantástica cidade, cheia de magia, paz, alegria e grandiosos guerreiros. Lazlo sonhava diariamente sobre essa cidade e seus formidáveis habitantes, sentia um desejo infinito de conhece-la e fazer parte do grupo de guerreiros temidos que protegiam a todos. Porém, certo dia descobre que o nome da cidade lhe foi roubado, assim como foi roubado da mente de todas as pessoas do mundo e substituída por um nome que Lazlo sabia não ser o real, o novo nome da cidade era “Weep” (chorar, se lastimar).

o protagonista, ainda menino, passa a morar com os bibliotecários da sua cidade, em uma biblioteca onde aprende a escrever e a ler, passa a trabalhar com livros e pesquisas, sendo que sua maior paixão eram todos os livros que mencionavam a cidade perdida de “Weep”. Lazlo caba se tornando um jovem rapaz cheio de sonhos, imaginação, com pensamentos lógicos, instinto curioso e investigativo, além de uma grande paixão por livros.

Ele amara a biblioteca e se sentia, quando menino, como se essa tivesse uma espécie de consciência, e talvez o amasse de volta. Mas mesmo que fossem apenas paredes e um telhado com papéis dentro, isso o enfeitiçara e o atraíra, dando-lhe tudo o que precisava para se tornar ele mesmo.

Certo dia a biblioteca em que Lazlo trabalha e mora recebe como convidados um grupo de guerreiros que se dizem habitantes da perdida e esquecida cidade de “Weep”. Os mesmos estão a procura de mentes brilhantes do mundo para auxilia-los a resolver um problema em sua cidade natal. Neste momento, Lazlo se sente insignificante e não merecedor de tal honra (acompanhar os guerreiros à cidade misteriosa), porém devido ao seu vasto conhecimento sobre a cidade e seus mistérios, ele é convidado a se juntar ao comboio, juntamente com os melhores pensadores, cientistas, construtores e filósofos do mundo.

Ele não era um alquimista nem um herói. Ele era um bibliotecário e um sonhador. Ele era um leitor, e o especialista não reconhecido, de uma cidade há muito perdida, de quem ninguém se importava.

Nesta viagem, Lazlo descobre novas amizades assim como coragem e perspicácia  para enfrentar  os preconceitos que sofre nas mãos dos homens intitulados os mais inteligentes e aptos de sua áreas de trabalho. Porém, a viagem até a longínqua cidade de “Weep”, é apenas o inicio da aventura do jovem bibliotecário. Ao chegar na cidade, Lazlo descobre que as lendas sobre supostos deuses e deusas, monstros e pesadelos, são reais. E a cidade precisa desesperadamente de ajuda para enfrentar seus pesadelos e retomar o antigo brilho e harmonia.

É neste momento que conhecemos Sarai, filha de uma suposta deusa e um homem, com sua pele azul e seu poder de modificar e controlar os sonhos das pessoas, ela se diferencia do resto do mundo. Ela mora em uma cidadela abandonada, juntamente com 4 adolescentes (também filhos dos supostos deuses com os humanos) e alguns fantasmas. Esta cidadela era o local que antes moravam os deuses e seus súditos.

Aqui nós somos apresentados a alguns dos mistérios de “Weep”, como o mistério da cidade abandonada, o desaparecimento dos deuses, a verdadeira identidade dos mesmos, o motivo do mundo ter esquecido o nome e a existência de “Weep”, a identidade das crianças que vivem escondidas na cidadela, o motivo da existência das mesmas serem desconhecidas pelos moradores da região e a razão da raiva e medo dos moradores de “Weep” em relação aos deuses e seus descendentes.

Juntos, Lazlo e Sarai vão enfrentar preconceitos, medos e pesadelos para salvarem os adolescentes que vivem na cidadela e curar as cicatrizes dos moradores de “Weep”. Mas para isso precisaram descobrir que é o verdadeiro monstro da história e quem é a vitima, ou será que todos são um pouco dos dois?

Pessoas boas fazem todas as coisas más que as pessoas ruins fazem, Lazlo. É só que quando elas os fazem, elas chamam de justiça.

Ele olhou-o bem nos olhos e viu um homem que era grandioso e bom e humano, que tinha feito coisas extraordinárias e coisas terríveis e foi quebrado e remontado como uma concha, só então para fazer a coisa mais corajosa de todas: Ele tinha continuado vivendo, embora existam caminhos mais fáceis de seguir.

O livro termina com varias explicações para varias mistérios, mas também com novas perguntas e acontecimentos chocantes! O segundo livro da série vai ser lançado no exterior, no segundo semestre. E com ele continuaremos a aventura de Lazlo, Sarai e seus amigos.

Meus sentimentos e pensamentos sobre o livro foram vários, me senti leve e pesada ao mesmo tempo, tive duvidas e certezas e mais duvidas. Senti medo, tristeza, raiva, mas também senti esperança, alegria e amor. Esse livro nos faz viajar em um mundo em que existem preconceitos em relação a cor da pele de uma pessoa, assim como sua origem e as ações de seus antepassados.

Essas questões me remeteram ao mundo real e atual, onde julgamos as pessoas por suas aparências e origens, sem antes conhecê-las. Onde o passado e decisões/erros de outros os condenam a um mundo hostil e sem esperança. Sarai e seus amigos vivenciam na pele esse preconceito, sem nunca terem feito nada para merecer o ódio das pessoas.

O que podemos e devemos tirar desse livro? Que não somos os erros e transgressões dos nossos antepassados, que a cor da nossa pele não delimita nosso caráter. Nós somos únicos e estamos em constante mudança, sim cometemos erros, mas não podemos ser julgados apenas por eles. É importante levar em consideração nossa vontade de mudar, crescer e perdoar. Nunca é tarde para mudar e se tornar uma pessoa melhor para o mundo e para si próprio.


Autora: Laini Taylor
Lançamento nos EUA:
2017
Editora Americana:
Little, Brown Books for Young Readers
Páginas:
536
Sinopse:
O sonho escolhe o sonhador, e não o contrário – e Lazlo Strange, órfão de guerra e bibliotecário júnior, sempre temeu que seu sonho escolhesse mal. Desde os cinco anos ele é obcecado pela mística cidade perdida de Weep, mas seria preciso alguém mais ousado do que ele para cruzar metade do mundo em busca dela. Então uma oportunidade impressionante se apresenta, na pessoa de um herói chamado Godslayer (destruidor de deuses) e um bando de lendários guerreiros, e Lazlo tem que aproveitar sua chance ou perder seu sonho para sempre. O que aconteceu em Weep, duzentos anos atrás, para separa-lo do resto do mundo? O que exatamente o Godslayer matou que se acreditava que era um deus? E qual é o misterioso problema que ele agora busca ajuda para resolver? As respostas aguardam em Weep, mas também outros mistérios – incluindo a deusa de pele azul que aparece nos sonhos de Lazlo. Como ele a sonhou antes que ele soubesse que ela existia? E se todos os deuses estão mortos, por que ela parece tão real? Bem-vindo ao Weep.

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