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Resenha – A Promessa da Rosa

Publicado em 13 de setembro de 2016
- Nacional, Novo Século, Resenhas, Romance de Época

LIVRO ESPECIALMENTE INDICADO PARA fãs de romance de época, mas que estejam em busca de uma narrativa com alta carga dramática. Aqui o romance está presente, e temos todas as características de um romance de época de qualidade, mas não se enganem: este livro tem o poder de despedaçar corações. Para ler naquele momento em que uma história que aperta o coração se faz necessária, principalmente se a ideia é se apaixonar, desesperar, sofrer e ter esperança – tudo ao mesmo tempo.

 A resenha de hoje é sobre um romance de época nacional, que deixa muitos livros gringos no chinelo. Preciso dizer que muitas vezes vou contra a máxima que diz: não julgue um livro pela capa. Mea culpa. No que diz respeito aos livros, faço isso  vezes a perder de vista.

Foi assim que conheci o trabalho da Babi A. Sette. Como não se apaixonar e sentir uma vontade absurda de saber o que guarda as páginas de um livro, que tem capa semelhante à de Entre o amor e o silêncio? Rendi-me ali, ao trabalho de uma autora nacional e desconhecida para mim até então. Não deu outra, apaixonei-me pela obra.

Ansiei pelo livro A Promessa da Rosa, porque queria entrar novamente em contato com esse tipo de escrita. O que dizer, sem falar de pontos cruciais da trama, sem soltar spoilers? A história se desenrola rapidamente. Até pelo menos 1/4 do livro tudo acontece. A sensação é: e agora, o que a autora reservou nas outras 300 páginas? Reservou um turbilhão de emoções, aviso desde agora. A história caricata sobre a donzela em busca de um casamento, sobre o aristocrata em busca de uma boa esposa, sobre uma sociedade burguesa hipócrita e retrógrada, que naqueles tempos já se parecia tanto com nossa realidade atual.

Beijavam-se. Cada beijo representava uma maior profundidade e entrega. Ele sentia o peito dela subir e descer rápido junto ao seu. Quando os seios nus tocaram o seu corpo, junto ao beijo que a trazia inteira para dentro dele. Acabou.Ele nunca mais poderia respirar algo diferente do que o ar daquela boca.

Uma história  sobre as mulheres da época, tão necessariamente contidas, que escondiam sob os cílios batendo e sob camadas e camadas de rendas e musselina, toda a sede por empoderamento e o medo concomitante das consequências de se ter um desejo desse tipo. Tudo isso num livro que de caricato não tem nada.
 No início da narrativa eu amei a Babi. Vi-me agarrada num romance do jeito que gosto, bem água com açúcar, cheio de ‘felizes para sempre’. Após a metade do livro, eu odiei a Babi. Com todas as forças do meu coração de leitora frenética, compulsiva e inquieta. Eu a odiei, eu quis jogar o livro no chão e pisar em cima, pra que ele ficasse estendido e despedaçado, acompanhando meu coração que jazia ali. Eu senti uma tristeza, uma raiva, uma incompreensão que não cabia em mim. Qual a necessidade daquilo tudo?

No final do livro, eu admirei a Babi. Ainda mais. Não acreditei que fosse possível um coração colar com o passar das páginas. Agora, ao escrever sobre o que sinto, confesso: para mim, que cheguei a fazer isso, não faz sentido comparar este livro a qualquer outro publicado, muito menos a escrita desta autora com a de qualquer outra autora, pois existe na escrita da Babi A. Sette uma dose de alma que pouco vemos por aí. Por isso eu amo o trabalho dela um pouco mais. E por saber de tudo isso, eu anseio pelo próximo livro.

 — E vou amar você com tanta intensidade que quando acabarmos, não restará nada seu que você não tenha revelado e nada meu que permaneça oculto.

Sobre a edição, só tenho elogios a fazer, está belíssima. Cada capítulo inicia adornado com flores, que remetem  ao título do livro e a delicadeza da escrita. Fontes e gramatura do papel permitem uma leitura rápida e confortável. E a capa? Maravilhosa. Este livro é um mimo, um presente.

Livro: A promessa da Rosa
Autora: Babi A. Sette
Lançamento: 2016
Editora: Novo Século
Páginas: 432
Sinopse: Século XIX: Status, vestidos pomposos, carruagens, bailes… Kathelyn Stanwell, a irresistível filha de um conde, seria a debutante perfeita, exceto pelo fato de que ela detesta a nobreza; é corajosa, idealista e geniosa. Nutre o sonho de ser livre para escolher o próprio destino, dentre eles inclui o de não casar-se cedo. No entanto, em um baile de máscaras, um homem intrigante entra em cena… Arthur Harold é bonito, rico e obstinado.Supondo, por sua aparência, que ele não pertence ao seu mundo, à impulsiva Kathelyn o convida a entrar no jardim – passeio proibido para jovens damas. Nunca mais se veriam, ela estava segura disso. Entretanto, ele é: o nono duque de Belmont, alguém bem diferente do homem que idealizava, só que, de um instante a outro, o que parecia a aventura de uma noite, se transforma em uma paixão sem limites. Porém, a traição causada pela inveja e uma sucessão de mal-entendidos dão origem ao ciúme e muitas reviravoltas. Kathelyn será desafiada, não mais pelas regras sociais ou pelo direito de trilhar o próprio caminho, e sim, pela a única coisa capaz de vencer até mesmo a sua força de vontade e enorme teimosia: o seu coração.

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16 Comentários

  • Isabelle Ribeiro

    Sou suspeita falar Kris, porque amo essa autora… Mas um dos melhores livros que já li. A maneira que ela consegue dá reviravoltas nas histórias faz com que em alguns momentos o nosso coração venha parar na boca! Ela de fato tem o dom das palavras! Parabéns!

    13 de setembro de 2016 às 22:48 Responder
  • Morgana Brunner

    Oiii, tudo bem?
    Realmente eu também julgo o livro pela capa e fiquei encantada pela sua resenha, quem sabe eu realize a leitura dessa obra após ler a sua opinião que está incrível, dica super anotada e que edição mais linda <3
    Beijinhos

    14 de setembro de 2016 às 21:38 Responder
    • Krisna Carvalho

      Olá, Morgs! Tem capa que nos conquista antes do livro. Acho lindo quando o conteúdo também nos cativa, aí o livro fica completo rs

      Beijo

      16 de setembro de 2016 às 14:06 Responder
    • Krisna Carvalho

      Olá, Morgs! Tem capa que nos conquista antes do livro. Acho lindo quando o conteúdo também nos cativa, aí o livro fica completo rs

      Beijo

      16 de setembro de 2016 às 14:06 Responder
  • Thayenne Carter

    Olá,

    Vejo muitas pessoas falando bem da autora, mas ainda não tive a oportunidade de ler. E como boa fã do gênero romance de época, pretendo fazer a leitura o mais breve que dê. As capas dos livros dessa autora são muito lindos e super fofos *—-*

    Beijos,
    entreoculoselivros.blogspot.com.br

    14 de setembro de 2016 às 21:51 Responder
  • Thatyane

    Oi, mesmo gostando da sua resenha e achando-a bem escrita eu não consegui gostar da trama do livro, pois não curto romances de epoca e acabou que esse, assim como muitos outros, não me cativou, pelo fato do gênero que é um que não gosto, por isso, não leria.
    bjus

    15 de setembro de 2016 às 00:21 Responder
  • Lilian Huzyk

    Realmente é uma edição linda! Adorei a sinopse e essa capa divina, com certeza lerei se tiver a oportunidade! Sua resenha ficou ótima, parabéns!

    15 de setembro de 2016 às 20:00 Responder
  • Leticia Golz

    Oi, Krisna
    Que resenha linda! Eu gosto muito do gênero, mas ainda não tive a oportunidade de ler esse livro. Concordo que muitas autoras deixam os gringos no chinelo. Infelizmente ainda não li nada da Babi para afirmar, mas só pelo que ouço ela deve trazer a alma mesmo em suas histórias e personagens.
    Adorei seu ponto de visto e espero que ama também o próximo livro.

    15 de setembro de 2016 às 22:53 Responder
  • Gabriela Cerqueira

    Olá, adorei sua resenha, parabéns, adoro a capa desse livro, já li diversas resenhas sobre ele e ainda não vi nenhuma que falasse algo de ruim.
    Mas não sou uma pessoa que curte muito romance de época, não é meu gênero favorito, mas quando estiver com vontade de ler algo assim já sei que livro escolher

    16 de setembro de 2016 às 12:15 Responder
  • Carolina Ramires

    Olá!
    Eu compraria esse livro só pela capa, fiquei apaixonada! Estou morrendo de vontade de ler as obras da Babi, parecem realmente maravilhosas e tenho certeza que deixa vários livros gringos no chinelo mesmo.
    Beijos.

    https://arsenaldeideiasblog.wordpress.com/

    16 de setembro de 2016 às 16:01 Responder
  • BelGoes

    Olá, tudo bem?

    Amei sua resenha, mas livros de época, não importa se nacional ou "gringo", não sou muito fã não. Já passei a dica para uma amiga, alucinada por romances de época e ela já está se programando para ler.

    bjsss

    17 de setembro de 2016 às 16:31 Responder
  • Catharina M.

    Oie
    o livro parece ser muito legal, a capa é lindinha mas não curto muito o gênero mesmo assim estava bem curiosa a um tempo pelo livro, boa dica

    Beijos
    http://realityofbooks.blogspot.com.br/

    18 de setembro de 2016 às 19:43 Responder
  • Leituras Compartilhadas

    Eu amo romances de época, mas nunca li nenhum nacional, a não ser os clássicos. Gostei muito da premissa dessa obra, talvez seja uma boa ideia começar por ele. Adorei a dica, que já foi anotada.

    Tatiana

    20 de setembro de 2016 às 01:15 Responder
  • Carol Oliveira

    Oi! Já ouvi falar da autora mas ainda não tive a oportunidade de ler nada dela, mas depois de ler sua resenha fiquei super curiosa! Adoro um bom romance de época, mas pelo que entendi essa história não acaba nesse livro?

    Beijos
    http://www.paraisoliterario.com

    20 de setembro de 2016 às 02:14 Responder
  • Livros & Tal

    Oie
    Que resenha linda!
    Eu tenho muita vontade de ler as obras da Babi… Amo romances de época e pelo que você disse, esse livro é imperdível… preciso ler!

    beijos
    Mayara
    Livros & Tal

    20 de setembro de 2016 às 20:16 Responder
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