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Resenha – O Signo dos quatro

Publicado em 12 de junho de 2017
- E-book, Kindle Unlimited, Policial, Sherlock Holmes, Zahar

LIVRO INDICADO ESPECIALMENTE PARA: fãs de suspense e de narrativas investigativas, leitores que curtem livros clássicos ou para  aquelas pessoas que gostariam de conhecer as obras de Arthur Conan Doyle.

Olá, pessoal!
No segundo post do projeto de leitura Sherlock Holmes vamos conversar sobre O signo dos quatro, segundo livro com as aventuras desta dupla. Vem conferir como foi esta leitura!

Meses depois da solução do caso de Jefferson Hope, em Um estudo em vermelho (vocês podem ler a resenha clicando AQUI), Sherlock Holmes anda muito desanimado por não encontrar nada que consiga estimular e desafiar sua mente. Sherlock usa cocaína injetável nesses momentos, e Watson está preocupado com os danos que isso pode causar a saúde dele, mas reluta em interferir conhecendo o modo como o amigo é. Até que chega um dia que Watson não aguenta mais e questiona se Sherlock não teme que o seu comportamento prejudique seus talentos.

‘Minha mente’, disse, ‘rebela-se contra a estagnação. Dê-me problemas, dê-me trabalho. Dê-me o mais abstruso criptograma ou a mais intrincada análise, e estou em casa. (…) Anseio por exaltação mental. Foi por isso que escolhi minha própria profissão, ou melhor, inventei-a porque sou o único no mundo a exercê-la.’

Watson tenta animá-lo falando sobre o texto que escreveu a respeito do caso de Jefferson Hope e Sherlock começa a colocar defeitos no texto do amigo. Cada vez Holmes conquista admiradores do seu trabalho mesmo que nunca seja reconhecido publicamente como responsável por desvendar os mistérios que soluciona. Mas quanto a isso ele não
se importa.

‘Não reivindico nenhum mérito nesses casos. Meu nome não aparece em nenhum jornal. O próprio trabalho, o prazer de encontrar um campo para as minhas capacidades peculiares, é minha mais elevada recompensa. ’

Eles então são procurados pela jovem Miss Mary Morstan, sua patroa Mrs. Cecil Forrester já havia utilizado os serviços de Sherlock e indicou os serviços de Sherlock para ela. Quase dez anos antes o pai de Miss Morstan, um oficial no regimento indiano, havia recebido uma licença de doze meses e retornado para Londres. Mas antes que Miss Morstan conseguisse se encontrar com ele o mesmo desapareceu. Saiu do hotel em que estava hospedado e nunca mais foi visto.
Miss Morstan entrou em contato com major Sholto, o único amigo que o capitão Morstan tinha em Londres. Os dois serviram juntos na Índia e major Sholto havia sido reformado algum tempo antes da licença do pai de Miss Morstan. Ele não conseguiu ajudar, informou que não sabia sequer que seu amigo estava na Inglaterra.
 

Mas existe mais um fato inusitado neste caso. Quatro depois do desaparecimento do capitão Morstan, sua filha encontrou um anúncio no Times que pedia que Miss Mary Morstan entrasse em contato sobre um assunto de seu interesse. Mas não havia nenhuma identificação quanto a origem do anúncio. Ela ficou com medo e não queria responder ao anúncio, mas sua patroa achou que seria bom se ela respondesse.Desde então, uma vez por ano e na mesma data, Miss Morstan recebia uma pérola sem nenhum bilhete ou identificação. Mas naquele dia ela havia recebido uma carta pedindo que fosse até um local determinado, que havia sido lesada e que a justiça seria feita. Deveria levar dois amigos para não se sentir em perigo. E foi por isso que ela procurou Sherlock, queria que ele a acompanhasse nesse encontro. Watson tentou sair, mas ela pediu que ele também participasse. Ele havia ficado encantado com a beleza de Miss Morstan ao que Sherlock respondeu:

‘É da máxima importância’, disse, ‘não permitir que nosso juízo seja influenciado por qualidades pessoais. Um cliente é para mim uma mera unidade, um fator num problema. As qualidades emocionais são antagônicas ao raciocínio claro. Eu lhe asseguro que a mulher mais cativante que conheci foi enforcada por envenenar três criancinhas pelo dinheiro do seguro deles, e o homem mais repelente que já vi é um filantropo que gastou quase um quarto de milhão com os pobres de Londres’. (…) ‘Nunca faço exceções. Uma exceção invalida a regra. ’

Miss Morstan entrega um documento que havia sido encontrado nas coisas de seu pai. Parecia ser a planta de um grande prédio e em um dos cantos estava escrito “O signo dos quatro” e na sequência quatro nomes. Agora Sherlock e na companhia Watson terá que descobrir qual a relação entre todos os fatos e desvendar o mistério. Confesso que desta vez consegui acompanhar grande parte do raciocínio do Sherlock durante o livro. Em certos momentos queria dar umas sacudidas no Watson, ele não conseguiu descobrir alguns detalhes tão bobos que fiquei chocada. Nessa hora compreendi uma frase que foi dita logo no texto de apresentação desta edição: ” … o autor é hábil em colocar o leitor entre seus dois grandes protagonistas, ‘a meio caminho’, como diz John le Carré: Holmes é genial, e o leitor nunca o alcançará (e talvez nem queira); mas nem sempre por isso deve desanimar, pois é mais perspicaz que o dr. Watson…”.

Este é um dos pontos que mais gostei nestas edições da Zahar, todos os livros iniciam com um texto de apresentação que fala um pouco sobre o autor e a obra em questão. Outro ponto que me conquistou foram as ilustrações ao longo do texto, imagino como devem ser lindas as edições físicas tomando por base o capricho da diagramação dos e-books. E para encerrar a lista de benefícios estas edições estão disponíveis para leitura no Kindle Unlimited.

A leitura de O signo dos quatro foi bem mais rápida do que a de Um estudo em vermelho. A história em si é mais simples e o mistério um pouco menos complicado. Mas isso não prejudicou nem um pouco a experiência da leitura. Adorei acompanhar mais este caso e conhecer um pouco mais sobre Sherlock e seu método de trabalho. Estou adorando esse experiência e espero que vocês também estejam.

Nosso próximo encontro no projeto lendo Sherlock Holmes é no dia 30 de junho com a resenha de As aventuras de Sherlock Holmes, que reúne os contos Escândalo na Boêmia, A liga dos ruivos, Um caso de identidade e O mistério do Vale Boscombe.
 


 

Livro: O signo dos quatro
Autor: Arthur Conan  Doyle
Lançamento: 2015
Editora: Zahar
Páginas: 151

Sinopse: Assassinato, roubo, traição e vingança em mais um romance do detetive mais amado da literatura policial. O signo dos quatro traz Sherlock Holmes confiante como nunca, e irresistivelmente atraído pelas agruras de sua cliente Mary Morsan, uma bela mulher atormentada por um passado nebuloso. Com seu caro Watson, Holmes vê-se às voltas com uma aventura repleta de elementos dramáticos: as figuras misteriosas de um pigmeu e um homem com perna de pau, uma caçada desesperada, um cão digno de confiança e uma furiosa perseguição pelo Tâmisa. Essa edição traz texto integral e 22 ilustrações originais. A versão impressa apresenta capa dura e acabamento de luxo.

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15 Comentários

  • rafaela

    Eu gosto muito de tudo relacionado ao Sherlock Holmes, gosto dos filmes, dos livros, tudo! E estou doida pra ler esse livro. Esse é um dos pouco livros que ainda não li, e acho a história dele incrível. Acho que também vou gostar bastante desse livro, e espero também conseguir acompanhar o raciocínio do Holmes. Só não sabia que o livro está disponível no Kindle Unlimited, acho que já vou pegar ele pra ler logo 😀

    Beijos!

    14 de junho de 2017 às 00:30 Responder
    • Thaís Bueno

      Rafaela também adorei encontrar os livros disponíveis no Kindle Unlimited! Espero que aproveite a leitura.

      Beijos,

      20 de junho de 2017 às 19:26 Responder
  • Marília Leocádio

    Impossível não amar Sherlock Holmes, gosto de tudo relacionado, seja filmes ou livros estou pronta para ler e embarcar as suas aventuras e mistérios, não tinha lido nada sobre o livro até agora e confesso que já me deixou intrigada.
    Até mais!!!

    14 de junho de 2017 às 17:08 Responder
    • Thaís Bueno

      Marília depois me conta o que achou da leitura!

      Beijos,

      20 de junho de 2017 às 19:27 Responder
  • Cristiane Dornelas

    Ler me lembrou um pouco das coisas que vi na série. Gostei disso, dá pra perceber como o pessoal foi fiel em muita coisa na adaptação do personagem.
    Será que sou muito estranha por amar esse jeito detestável do Sherlock? xD
    Quando ele se sente pra baixo parece arrastar todo mundo com ele e esse vício nas drogas é outra coisa que nunca soube interpretar direito. Se algo certo porque ele precisava do estímulo da mente ou algo errado porque…bem, não faz bem pra saúde dele né…
    Tem algumas coisas bem interessantes nesse livro pelo visto, por trazer mais da vida do personagem, de como ele trabalha e etc.
    Achei legal que dê pra ir entendendo como ele raciocina. Que o mistério seja menos complicado é até interessante por talvez dar essa oportunidade de a gente ver como ele desvenda as coisas…
    Ahh como queria ler!

    14 de junho de 2017 às 21:12 Responder
    • Thaís Bueno

      Cristiane não deixe de ler se tiver a oportunidade. Você vai amar! Eu também sou fã do jeitinho implicante do Sherlock.

      Beijos,

      20 de junho de 2017 às 19:28 Responder
  • Aichha Carolina Pereira

    Oi Thais,
    Estou super curiosa para entender qual o mistério envolvido com a pérolas enviadas rsrsrs.
    A Zahar realmente faz edições lindíssimas e com certeza os livros do Sherlock Holmes seguem essa mesma linha.
    Beijos

    16 de junho de 2017 às 13:41 Responder
    • Thaís Bueno

      Aichha as edições da Zahar são muito lindas! As físicas então são maravilhosas!

      Beijos,

      20 de junho de 2017 às 19:29 Responder
  • Caroline Garcia

    Depois de ler sua resenha, fiquei bem curiosa pra saber o desfecho desse caso.
    Sherlock sempre nos surpreende né?
    A premissa da obra é interessante e me parece ser uma leitura bem envolvente!
    Tenho a edição de A Bela e a Fera da editora, puro capricho!
    E essa parece seguir na mesma linha né?
    Fiquei bastante animada pra ler a obra e conhecer mais sobre esse mundinho de investigações.
    Beijos
    Caroline Garcia

    21 de junho de 2017 às 21:48 Responder
  • laura

    ja li esse livro achei ele d+ amo os livros do sherclok
    as capas tambem amo soa bem legais e sao historias criativas maie sua resenha
    beijos

    25 de junho de 2017 às 20:13 Responder
  • pamela mendes

    Eu confesso que de Sherlock Holmes, eu só conheço os filmes e séries. Dos livros, eu nunca li nada. Mas eu adorei os filmes, e fico imaginando que os livros devem ser melhores ainda. Eu nunca tinha nem ouvido falar desse livro. Eu adoro histórias de investigação, e já percebi que vou amar essa história. Eu adoro o Holmes, e fiquei super curiosa pra entender esse caso.
    Bjss ^^

    25 de junho de 2017 às 23:08 Responder
  • Marta Izabel

    Oi, Thais!!
    Gostei muito da resenha e sempre gostei desse universo de de investigações e misterios que envolve o mundo de Sherlock Holmes, no momento só assisti filmes e séries mas ainda não consegui ler nenhum dos livro.
    Bjoss

    29 de junho de 2017 às 02:00 Responder
  • Karoliny Morais

    Adoro universo de de investigações e miste rios que envolve o mundo de Sherlock Holmes, mas não consigo ler pois já tentei, tenho uma amiga que super apaixonada por ele ela ja tentou eu fazer ler e agora que que eu veja a série hahah.

    30 de junho de 2017 às 14:00 Responder
  • Milena Moreira

    Hey,

    Nunca li nada do universo do Sherlock Holmes, mas já assistir Elementary, que é baseado e sou completamente apaixonada pela série, então super tenho curiosidade de ler sobre.

    30 de junho de 2017 às 22:27 Responder
  • Carolina Oliveira

    Já comentei em outro post, mas sou super fä do Sherlock e estou adorando estes post sobre esse clássico da literatura 🙂

    1 de julho de 2017 às 02:34 Responder
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