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Resenha – O Nome do Vento

Publicado em 12 de outubro de 2016
- Sem classificação
Livro: O Nome do Vento | Autor: Patrick Rothfuss | Lançamento: 2009 | Editora: Arqueiro
Páginas: 656 | Classificação do Skoob: 4,7 | Onde comprarAmazon
*Livro do acervo pessoal 
Como fã do gênero fantasia, me pergunto por que passei tanto tempo engavetando O Nome do Vento, do Patrick Rothfuss. Um livro fantástico desde a escrita rebuscada do autor até sua capacidade de nos infiltrar na história de forma incrível. O Nome do vento foi publicado pela Editora Arqueiro em 2009, e é o primeiro livro da trilogia As Crônicas do Matador do Rei, que promete ser genial.
Patrick Rothfuss nos insere em um mundo onde o nome das coisas tem poder, demônios existem, o silencio é dividido em 3 partes e ser esperto é apenas uma carta na manga para sobreviver a um mundo cruel.
O livro inicia quando
Kvothe, nosso personagem principal, começa a contar sua história a um cronista,
daí somos inseridos na sua vida, desde criança na sua trupe, sua adolescência
sofrida nas ruas, até sua aceitação na Universidade de magia.
 
Antes de Kvothe permitir
o cronista escrever sua história, ele fala que tudo será dito em 3 dias e não
mais. Cada livro será remetido a um dia, ou seja, O Nome do Vento é o primeiro dia, O Temor do Sábio é o segundo dia, o terceiro livro será o terceiro
dia.
No começo tudo é muito
misterioso, como deve ser, do contrário creio que não teria ficado tão
envolvida na história. Fiquei anestesiada com a
criatividade que o Patrick exala nas páginas, todos os seus personagens são bem
construídos, mostrando uma complexidade real, que encontramos apenas quando nós
olhamos no espelho, em nós mesmos.
Kvothe para mim é sem
sombra de dúvidas, um dos personagens que vai ficar na minha vida até eu ficar
velhinha. Senti uma conexão com ele que não cabe explicar em palavras. Ele não é
perfeito, longe disso, é um personagem difícil, mas que por tudo que passou
consegui entende-lo totalmente. Quando você recebe apenas coisas ruins da vida,
você aprende a ser mais esperto que ela, e tenta manter todo o orgulho que te
resta.

O
dia em que nos inquietamos com o futuro é aquele em que deixamos a infância
para trás.
Fora o fato de ele tocar alaúde,
que lendo o livro conseguir sentir as notas vibrando pelas páginas, o Kvothe é um
dos personagens mais inteligentes que já tive o prazer de ler sobre. Uma mente
que funciona a 1000 km por hora, havendo momentos em que me deixou aturdida…
tipo: “O que? Hã…pera” bem assim.
“…Consentir
em perguntar a minha outra metade onde eu a havia escondido, e descobri que não
a escondera coisa nenhuma. Estivera apenas esperando para ver por quanto tempo
a procuraria antes de desistir. Você já se aborreceu e se divertiu consigo
mesmo simultaneamente? É uma sensação interessante, para dizer o mínimo.”
Quanto aos outros personagens,
não gostei das conclusões que o autor deu a algum deles, esperava um tipo
diferente de finalização. Que foi o caso do Abenthy primeiro mestre de Kvothe e Skirp.
Outra personagem que também amei foi a Auri, ela para mim ainda é um mistério e
espero que em o Temor do Sábio o Patrick a explore mais. Adorei o fato do autor escrever sobre cada personagem mostrando as especificidades de cada um, como no
maneirismo de falar, e outros detalhes que aparecem na própria narração. Esses
detalhes ajudaram a entendê-los melhor.
Como não poderia deixar
de ser, no meu caso (fã mor de Harry Potter) a melhor parte do livro é quando o
Kvothe começa as aulas na Universidade. É lá que a vida dele começará
a se desenrolar, que o levará para onde ele está hoje. Além claro, dos amigos e
mestres que ele encontra, e dos inimigos que faz. Deixa eu falar uma coisa sobre um
inimigo especifico, o Ambrose, maior filho da mãe existente: criatura ruim de
doer.
O
Nome do Vento
, é um livro fantástico, mas isso não quer
dizer que é uma leitura fácil de se fazer. Além da narrativa por vezes ser cansativa,
o mundo criado pelo autor é um mundo complicado de se entender, que aos poucos
vamos nos acostumando. Em algumas cenas acho que o Patrick Rothfuss poderia ter
encurtado a narração já que no final das contas elas não acrescentariam nada a história.

Mas apesar desses pontos
negativos, é um livro que vale muito a pena ser lido, que vai conquistar a
todos que amam uma boa fantasia. É o tipo de leitura que pode ser feita em
qualquer idade, e tende a agradar e se tornar a favorita de muitos.
A ilustração da capa é
linda de morrer, a diagramação do livro ficou bem feita e simples, amei o fato
das páginas serem amareladas. Em suma a editora fez um ótimo trabalho.
“Uma pessoa inteligente e
insensata é uma das coisas mais assustadoras que há.”

“ Se há uma coisa que não
tolero é a insensatez do orgulho obstinado.” 

Sinopse: Ninguém sabe ao certo quem é o herói ou o vilão desse fascinante universo criado por Patrick Rothfuss. Na realidade, essas duas figuras se concentram em Kote, um homem enigmático que se esconde sob a identidade de proprietário da hospedaria Marco do Percurso. Da infância numa trupe de artistas itinerantes, passando pelos anos vividos numa cidade hostil e pelo esforço para ingressar na escola de magia, O nome do vento acompanha a trajetória de Kote e as duas forças que movem sua vida: o desejo de aprender o mistério por trás da arte de nomear as coisas e a necessidade de reunir informações sobre o Chandriano – os lendários demônios que assassinaram sua família no passado. Quando esses seres do mal reaparecem na cidade, um cronista suspeita de que o misterioso Kote seja o personagem principal de diversas histórias que rondam a região e decide aproximar-se dele para descobrir a verdade. Pouco a pouco, a história de Kote vai sendo revelada, assim como sua multifacetada personalidade – notório mago, esmerado ladrão, amante viril, herói salvador, músico magistral, assassino infame. Nesta provocante narrativa, o leitor é transportado para um mundo fantástico, repleto de mitos e seres fabulosos, heróis e vilões, ladrões e trovadores, amor e ódio, paixão e vingança.

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3 Comentários

  • Marco Antonio

    Olá, ótima resenha a sua. Discordo em alguns pontos, mas entendi perfeitamente o seu ponto de vista. Sobre a personagem Auri, ela tem um livro próprio chamado "A música do silêncio", que embora não acrescente nada à história regular revela muito sobre a personagem e sua forma de ver e lidar com o mundo a sua volta. Não é um livro comum, e o próprio Patrick alerta sobre isso logo no início do livro, que narra um período de aproximadamente uma semana na vida de Auri. Como ela vive sozinha nos subterrâneos, não existe participação de nenhum outro personagem. Enfim, é um livro peculiar, me agradou por causa da afinidade anterior que já tinha com a personagem, mas de forma nenhuma aconselho a ler ele antes dos outros dois.

    Além desse, também existe um pequeno conto chamado "A árvore reluzente" que foi publicado no livro "O Príncipe de Westeros e Outras Histórias". Esse por sua vez narra um dia na vida de Bast enquanto estão na pousada Marco do Percurso. É um conto pequeno, mas brilhante. Revela bastante sobre Bast e algumas outras coisas. Novamente recomendo o ler somente após o termino dos dois primeiros livros da trilogia.

    12 de outubro de 2016 às 21:06 Responder
    • Gabriella Santos

      Obrigado por ter curtido a resenha Marcos!
      Então, sei que tem o livro da Auri, mas queria ve-la mais relacionada na historia da série, entende?
      Mas nossa, não sabia desse conto do Bast! Com certeza irei atrás, obrigada pela dica! 😉

      13 de outubro de 2016 às 01:31 Responder
  • Erika Travassos

    Gabi, amei sua resenha.

    Kvothe realmente é o meu personagem favorito. Como sempre digo, consigo estar com ele no bar. Consigo estar sentada na mesa enquanto ele descreve sua história. Consigo estar com ele vendo a lareira, olhando para o baú, no seu quarto.

    Consigo sentir o cansaço ao entender a inquietação de Bast. Consigo sentir a respiração profunda ao falar de Denna. Consigo sentir a doçura e amargura quando fala do alaúde.

    Minha vida literária se resume a antes e depois do O Nome do Vento.

    Agora concordo que a leitura é densa. Exige de vc. É quase como se o autor estivesse dizendo: "vamos separar os homens dos ratos" kkkkkkkk. O que traz uma caraterística complexa. As vezes o que achamos ser sem importância, na verdade é o clímax do próximo livro, do próximo capítulo. Isso é de enlouquecer, pois como vc disse, é muita informação.

    Enfim, Kvothe. Como não amá-lo kkkkkkkkkk.

    Parabéns de novo pela resenha.

    13 de outubro de 2016 às 17:10 Responder
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