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Resenha – O Jogo do Amor e da Morte

Publicado em 10 de outubro de 2017
- Drama, New Adult, Resenhas, Romance, Verus

LIVRO ESPECIALMENTE INDICADO para leitores de concepções fortes quanto a vida, o amor e a morte e que querem revisitar ou mudar o modo com que enxergam e interpretam os imprevistos que a vida arma para todos nós. Recomendado para os que não querem apenas romances, mas que almejam reflexões sobre paixões, escolhas e como viver e experimentar não só um grande amor, mas sim uma grande vida.

Forças opostas. Vocês, se forem completamente de humanas e pouquíssimo interessados em física como eu, provavelmente não lembrarão do conceito dessa força, aprendido em física, lá no ensino médio.

Força oposta é a resistência que existe quando você aplica força em alguma coisa, como quando você quer empurrar alguém e essa pessoa demonstra uma força de resistência, impedindo você de empurrá-la. Entretanto, vamos contextualizar de um jeito mais de humanas e num âmbito mais emocional: qual é a sua força oposta? O que costuma te repelir, te fazer lutar para realizar o que você quer? O que te faz suar, chorar e sofrer com sua resistência, seu peso? O que tenta te impedir, diariamente, de fazer e ter sucesso em algo?

Por mais que ele tentasse ser útil, seguir as regras, conquistar seu espaço, parte dele sabia que ele era um impostor neste mundo. Parte dele sempre esteve esperando para ser um excluído.

Não sei qual é sua resposta, mas imagine-se num braço de ferro. Seus dedos estão cruzados com os do seu oponente, seus braços estão próximos, os músculos de seu antebraço e seu bíceps estarão contraídos, e você estará encarando nos olhos aquela força oposta. O quê, ou quem, será ela? O que você vê?

Então pergunto: se o amor fosse uma pessoa, com seus extensos e diversificados poderes, e estivesse em um braço de ferro, quem seria seu oponente – quem seria sua força oposta?

Nunca tinha escutado nada como aquela voz, e ele desejou ter o contrabaixo nas mãos para poder retribuir os sons, uma mistura de chocolate e creme, algo que ele queria beber através da própria pele.

Estudando o passado e os grandes feitos literários, avaliando Romeu e Julieta, Marco Antônio e Cleópatra, Helena de Troia e Páris, observando como seus futuros e possibilidades foram esmagados pela morte devastadora e certa, relembrando os votos matrimoniais mantidos até hoje e a marcante frase “até que a morte nos separe”,  talvez seja correto dizer que a maior força oposta do amor seja a morte.

Mas quem venceria esse braço de ferro? O Amor? Ou a Morte?

É com esse panorama que acompanhamos a história de Henry e Flora, o primeiro escolhido como jogador do Amor e a segunda escolhida como jogadora da Morte. Os personagens são muito fortes e distintos, o que me atraiu muito na leitura, embora o que tenha mais me chamado a atenção fora o fato de que suas vidas se passem por volta de 1930 e seus sentimentos, desafios e significações sejam tão atuais, tão importantes de serem debatidos e pensados nos dias de hoje pelos homens, mulheres, jovens ou velhos, de hoje.

Para situá-los, Flora é uma cantora negra e uma aviadora, com o sonho de percorrer o mundo pelos céus assim que tiver a chance – e conseguir o dinheiro necessário. Naquela época, o fato de ela ser negra, por si só, já era um absurdo; se somado ao seu sonho de querer pilotar aviões e bater recordes, é mais disparatado. Já Henry tem o futuro todo pela frente – faculdade garantida, uma boa casa, uma família rica e influente que lhe resguarda – mas seu sonho é tocar baixo e virar músico, viver e respirar e morrer pelo Jazz (e, talvez, por Flora).

Temos, além dessa realidade cabível a nossa realidade, a perspectiva da homoafetividade daquela época e como era sofrido refrear a mais visceral essência de ser e amar e viver de um personagem, assim como era impossível para Henry não fazer musica e para Flora a perspectiva de não voar. Chamou-me muito a atenção também como os homens desse livro eram mais devotos ao amor do que as mulheres. É de praxe vermos e lermos o contrário, tanto em filmes como em livros – são as mulheres, quase sempre, que decidem viver o amor não importando os pesares, não importando as consequências. O contrário ocorre aqui, e foi uma novidade muito bem vinda.

Se Deus não quisesse que eu voasse, por que teria me dado tanta vontade de voar?

Outra coisa que me interessou muito fora a visão da Morte nas páginas. Não é comum a encontrarmos personificada nos livros. Em toda a minha experiência como leitora, tive a chance de ler dois livros que faziam isso: este, O Jogo do Amor e da Morte, e o grande e incrível A Menina Que Roubava Livros. Eu gosto de explorar essa ótica, a ótica da Morte em todo o seu esplendor, porque costumamos encará-la como vilã, como nossa maior e final rival. Fico contente e tocada que, nos dois livros citados acima, o leitor – eu – tenha podido enxergar as coisas de modo diferente, que agora vislumbre que a morte pode ser o que (res)significa a vida, que a morte pode ser o que (res)significa o amor.

Não consigo explicar a sensação de ler esse livro em palavras, mas me lembrou daquelas canções que parecem perfeitas pra situação que você está passando ou para o que quer que você esteja sentido – aquelas que tocam nos momentos mais inesperados e certos e fazem todo o sentido.

Não era como a música clássica, em que todas as notas eram escritas, todos os movimentos do arco eram fixos, todas as dinâmicas deviam ser as mesmas todas às vezes. Era mais como a vida real: imprevisível, sem repetições, às vezes desastrosa, mas algo que você amava mesmo assim.

Esse livro fora assim – inesperado e certo e cheio de sentido. As reflexões que ele inspirou, a conectividade dos personagens com a música, o jeito com que eles lidam com o amor e o Amor, com a morte e a Morte, os múltiplos desafios e preconceitos com que Henry e Flora tem de lidar… é como a canção certa na hora certa, sabem?

Eu adorei o livro, não pelo romance (que existe e foi bem construído) e a perspectiva 8 ou 80 que, ou tudo daria certo, ou tudo daria errado, mas sim pela demonstração de que entre o 8 e o 80 existem dezenas de números, dezenas de possibilidades, e que a Morte não é essa cessação completa da vida. Com trechos dignos de virarem muitas tatuagens – acreditem, eu fiquei tentada – e páginas que despertam esperança, derrota, amor, ódio e reflexão, O Jogo do Amor e da Morte foi muito mais do que eu esperava que fosse.

Ele não fora um força oposta. Não… Ele mostrou que nem tudo é atrito, nem tudo que é duplo é contrário, nem todo oposto é rival. E demonstrou, acima de tudo, que nem todo braço tem de ser de ferro.

Um dia, todo mundo que você ama vai morrer. Tudo o que você ama vai desmoronar em uma ruína. Esse é o preço da vida. Esse é o preço do amor. É o único fim para todas as histórias verdadeiras.

Com uma edição linda, um enredo atraente e protagonistas inspiradores, O Jogo do Amor e da Morte vai além do que os romances costumeiros alcançam. Ele vai além do amor e da morte.

 


Título: O Jogo do Amor e da Morte
Autora: Martha Brockenbrough
Lançamento: 2017
Editora: Verus
Páginas: 304
Sinopse: Marco Antônio e Cleópatra. Helena de Troia e Páris. Romeu e Julieta. E agora… Henry e Flora.
Há séculos o Amor e a Morte escolhem seus jogadores. Eles estabelecem as regras, jogam os dados e ficam por perto, prontos para influenciar, em busca da supremacia. E a Morte sempre ganhou. Sempre.
Mas pode haver um casal cujo amor realmente mude esse jogo?
Flora Saudade é uma garota afro-americana que, de dia, sonha em se tornar aviadora e, à noite, canta nos esfumaçados clubes de jazz de Seattle. Henry Bishop nasceu a alguns quarteirões e milhares de mundos de distância, um garoto branco com o futuro garantido — uma rica família adotiva em meio à Grande Depressão, uma bolsa de estudos para a faculdade e todas as oportunidades do mundo.
Os jogadores foram escolhidos. Os dados foram lançados. Mas, quando seres humanos fazem suas próprias jogadas, ninguém pode prever o que acontecerá em seguida.
Dolorosamente romântico e brilhantemente imaginado, O Jogo do Amor e da Morte é uma história de amor inesquecível.

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26 Comentários

  • Ludyanne Carvalho

    Layla do céu, o que dizer depois de uma resenha magnífica como essa? Sua palavra tem força…
    Ainda bem que passou para humanas. Sinto aflição só de lembrar assuntos relacionados a física, e não lembro nada de força oposta.
    Sua resenha nos faz refletir, e imagino que assim seja o livro.
    Flora e Henry me parecem personagens reais, e ter música envolvida na história é maravilhoso.
    Mas confesso que tenho receio de ler algo em que a morte esteja tão presente; sim, eu a vejo como vilã. Apesar disso, é uma leitura que gostaria de fazer mais pra frente. Quero ler e refletir sobre os assuntos abordados. Quero sentir o que essa leitura tem a nos proporcionar.

    Beijos

    10 de outubro de 2017 às 13:03 Responder
    • Layla Magalhães

      Ludy, Ludy, Ludy! Perdoa a demora em responder, querida. Estava em semana de provas na faculdade… bem, posso dizer que estava meio fora de mim de tanto estresse, Mas bora lá!

      Você sempre me emociona com seus comentários. Acho que não é o caso de minhas palavras terem força, e sim de que consigo passar pra vocês o que senti com o livro; ele sim tem personagens e trechos e palavras, sobretudo, cheios de força.

      Eu amo livros que retratam algum tipo de arte, então esse aqui foi uma alegria de ler. E quanto a morte… acho que, estipulando um número hipotético, de 50 capítulos talvez 5 sejam dela, mas dá pra compreender seu medo, assim como a necessidade dela aparecer bastante. A morte está sempre presente, sempre pronta, e acho que fora isso que a autora quis passar.

      Leia mesmo, Ludy, mesmo que seja daqui um tempo. É uma leitura super válida e acho que você vai gostar muito dela.

      Beijos grandes e obrigada sempre pela presença.

      12 de outubro de 2017 às 17:27 Responder
      • Ludyanne Carvalho

        Eu que agradeço pelas resenhas e indicações. 💖

        12 de outubro de 2017 às 21:23 Responder
  • Lili Aragão

    Oi Layla, fiquei curiosa pra saber o que existe entre o 8 e o 80 e que você gostou tanto e nos apresentou uma ótima resenha. Antes da sua resenha só tinha lido uma resenha dessa história e essa também foi super positiva, o que me deixa oficialmente interessada no livro que tem uma premissa bem diferente e parece trazer personagens super ricos. Gostei do fato de ser os personagens masculinos que se entregam ao amor <3 e gostei dela ser uma aviadora e temos ainda amor e morte como personagens né?! num jogo, gostei também, gostei de tudo haha… Quero sim ler futuramente e ver o que acho dessa leitura 😉

    10 de outubro de 2017 às 16:24 Responder
    • Layla Magalhães

      Oi, Lili!!!

      Todos os fatos que você ressaltou foram super importantes para leitura e acho que foram eles que fizeram dela um diferencial, viu? Leia mesmo e leia sem medo, porque é um livro mais que válido e um entre muitos!

      12 de outubro de 2017 às 17:29 Responder
  • Isabela Carvalho

    Oi Layla 😉
    Conheci esse livro passeando pelo skoob e me encantei com a premissa dele! Fiquei doida pra correr na livraria e comprar o livro e ler logo *-* kkkk e olha que estou com MUITA leitura atrasada!
    Achei a sinopse bem diferente do que costumo ler, e acho que foi isso que me atraiu. Adorei que vai abordar as trágicas histórias de amor de personagens bem conhecidos, e achei bem curioso que a morte e o amor estivessem por trás de tudo que aconteceu para eles!
    E que lindo que o livro se passa por volta de 1930, adoro livros de época S2
    A escrita da autora parece bem fluida e envolvente, e acho que vou adorar a narrativa do livro. Acho que a autora tem tudo para ganhar mais uma fã! Obrigada pela indicação!
    Bjos

    13 de outubro de 2017 às 14:58 Responder
    • Layla Magalhães

      A autora tem tudo pra ganhar mais uma fã mesmo, Isa, e fico feliz que tenha gostado!

      Eu descobri esse livro pelo skoob também, então quando a chefa (também conhecida como Krisna haha) me mandou eu fiquei s u p e r feliz e logo passei ele na frente de todos os outros.

      Ele é um delícia e diferentão. Não é um livro que ameeeeei, mas sem dúvida ele ganhou um baita espaço no meu coração.

      Beijos e qual o seu skoob? Vou te adicionar lá!

      1 de novembro de 2017 às 08:15 Responder
  • Gabrielle Batista

    Só de ter lido a palavra Física eu já comecei a rir de nervoso!! Haha mas depois da sua explicação adaptada para povo de humanas, deu tudo certo.
    Adorei a resenha do livro pelo fato da morte ser um dos assuntos, algo que até hoje é pouco discutido e sempre visto como algo negativo. Então, como eu sou fã de livros que apresentam temas tabus (cuidado com a diferentona kkk), mal posso esperar para ter a oportunidade de lê-lo. *—*
    Além disso, fiquei SUPER curiosa em conhecer esses trechos que te fez querer fazer tatuagens… será que vou resistir?
    Ótima resenha. <3 <3 <3

    14 de outubro de 2017 às 23:41 Responder
    • Layla Magalhães

      Eu ia mandar alguns trechos que me deram vontade de tatuar, mas fiquei com dó do seu bolso! Hahahaha e física sempre deixando a gente nervosa, né? Ô tristeza.

      Livros com temas tabu são vidaaaaaaaaaaaaaaaaaaa! De uma diferentona pra outra, quais você recomenda?

      Beijos e obrigada, G!

      4 de novembro de 2017 às 15:36 Responder
  • rudynalva

    Layla!
    Acho importante um livro quando aborda todas as formas de amor sem preconceito, ainda mais em um tempo onde essas formas de amar, eram ainda mais preconceituosas do que hoje em dia.
    Gostei da mistura de romance, ficção e sobrenatural, deve dar um ar de mistéiro e deixar o leitor intrigado.
    Gostei muito de sua análise minucioda e dos seus comentários a respeito do livro.
    Semaninha alegre e feliz!
    “No fundo, morrer não seria nada. O que não suporto é não poder saber como terminará.” (A. Amurri)
    Cheirinhos
    Rudy
    TOP COMENTARISTA DE OUTUBRO 3 livros, 3 ganhadores, participem.

    15 de outubro de 2017 às 17:35 Responder
    • Layla Magalhães

      É muito importante mesmo, R, ainda mais pelo fato de que esses livros podem despertar visões nos leitores que nunca antes foram vistas.

      Obrigada pelo comentário e pelos elogios, querida.

      1 de novembro de 2017 às 08:17 Responder
  • Mariele Antonello

    Eu não conhecia este livro, mas gosto de livros com histórias que me fazem refletir e também gosto de livros com histórias de romance, então acabei me interessando em ler este livro, que bom que para você foi uma boa leitura, adicionei O jogo do amor e da morte em minha lista de leituras.

    15 de outubro de 2017 às 21:29 Responder
    • Layla Magalhães

      Fico feliz que tenha adicionado e espero que tenha a chance de lê-lo, M! Ele traz reflexões, romance, questões fundamentais e muito amor. Você vai curtir!

      Beijos grandesssss

      1 de novembro de 2017 às 08:23 Responder
  • Marlene Conceição

    Oi Layla.
    Que premissa mais uau.
    Esse foi o desvaneio mais interessante que ja li.
    Eu tinha visto falar do livro em um outro blog e confesso que apesar de ter adorado a capa, a premissa não tinha me chamado a atenção.
    Porém agora não posso dizer isso, adoro que ela é aviadora coisa que não lembro de ter visto em livro nenhum, o fato de que os personagens são bons é só mais um ponto positivo, eu estou curiosa para saber que vai vencer esse jogo, vou ler com toda certeza.
    Bjs e obrigada pela maravilhosa indicação.

    15 de outubro de 2017 às 21:44 Responder
    • Layla Magalhães

      A premissa é impressionante, né?

      Espero de coração que você consiga ler esse livro, e fico contentissima que você tenha gostado da resenha. Eu que agradeço por você ter tomado um tempo para ler minha indicação e, sem dar spoiler, digo que ambos ganham (o casal, Amor e Morte) e perdem ao mesmo tempo!

      1 de novembro de 2017 às 08:19 Responder
  • Giulianna Santicioli

    Não sei é pelo fato de eu ser uma pessoa mais “fria” o livro não despertou muito meu interesse, ele parece ser realmente bom, gosto de livros que nos tocam e ainda mais quando se tem frases e trechos que nos marcam, mas esse livro não faz parte do meu gênero favorito, deve ser porque sou de exatas.
    Beijos!

    18 de outubro de 2017 às 14:58 Responder
    • Layla Magalhães

      Hahaha acredito que nada tenha a ver com o fato de você ser de exatas, G, e sim pelo seu gosto literário!

      Não há problema nenhum em desgostar da proposta de um livro. Aposto que você já leu vários tão tocantes quanto esse e se emocionou.

      Beijos e obrigada pelo comentário!

      1 de novembro de 2017 às 08:27 Responder
  • Pamela Mendes

    Eu já estava doida pra ler esse livro, mas a cada resenha que leio dele, mais mais interessada ainda. Eu acho que nunca li nada parecido com esse livro, e adorei essa premissa! E esse parece ser o tipo de livro que vai me fazer ficar pensando nele por muito tempo depois de ter terminado. Achei muito legal o livro mostrar essas grandes diferenças dos personagens, ainda mais nessa época em que o livro se passa. E também gostei de saber que alguns capítulos são pela visão da morte, eu nunca li nenhum livro assim. Já deu pra perceber que o livro é muito bem construído, com certeza eu também vou gostar dele!
    Bjss ^^

    19 de outubro de 2017 às 20:33 Responder
    • Layla Magalhães

      Ele é todo diferenciado, P!!

      Você destacou bem todos os pontos fortes 🖤 ele é super bem construído, com doses certas de drama, romance e claro, morte. Também acho que você vai amar!

      Beijoooo

      1 de novembro de 2017 às 08:25 Responder
  • Paula Shima

    A capa e o título do livro enganam bastante, pensei em um enredo bem diferente. Mas fui surpreendida pela sua resenha. Gosto da ideia de ver como a dona Morte vê, o mundo e os humaninhos. O interessante também é de ser uma personagem negra, com sonhos inovadores e não tão tendenciosa ao amor. Enfim, quero ler, achei interessantíssimo por toda reflexão que ele nos traz. Bela resenha
    Um beijo

    26 de outubro de 2017 às 18:20 Responder
    • Layla Magalhães

      Enganam mesmo, P! Antes de ler eu imaginava que a história era X, mas mostrou-se beeeeeem diferente. O fator de que a protagonista feminina é negra e aviadora num tempo de homena brancos é incrível, e a visão da Morte realmente acrescentou muito! Espero que você tenha a chance de ler e goste tanto quanto eu ⚘

      1 de novembro de 2017 às 07:24 Responder
  • Gabriela Souza

    Oi! Confesso que não entendi muito bem qual a proposta do livro (mesmo lendo a sinopse), mas fiquei curiosa para saber que tipo de reflexões o livro lhe proporcionou! Não pretendo ler, mas adorei a resenha. Beijos

    31 de outubro de 2017 às 16:52 Responder
    • Layla Magalhães

      Oi, G! O que você não conseguiu entender, especificamente? Não é grande mistério: a Morte e o Amor escolhem humaninhos e, dependendo de como eles viverem, é vitoria da Morte ou do Amor. É uma delícia de livro. Beijos e obrigada pelo comentário 🖤

      1 de novembro de 2017 às 07:20 Responder
  • Micaela Silva

    O que dizer sobre essa resenha? já tinha visto outras desse livro mas nenhuma me deixou com tanta vontade de lê-lo como essa.

    31 de outubro de 2017 às 22:04 Responder
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