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Resenha – O Garoto do Cachecol Vermelho

Publicado em 17 de setembro de 2016
- Nacional, Resenhas, Verus, Young Adult

LIVRO ESPECIALMENTE INDICADO PARA quem gosta de narrativas com personagens inesquecíveis, daquele tipo que ganha nosso coração desde as primeiras páginas; ideal para os sonhadores, os apaixonados e os esperançosos de que é possível mudar, evoluir e enxergar o lado bom da vida. Leitura super adequada para momentos em que precisamos renovar a fé na humanidade. E em nós mesmos.

 Raramente começo uma leitura sem saber sobre do que se trata, sem antes ler a sinopse e até ir atrás de resenhas… sou dessas. Rsrs. Com o Garoto do Cachecol Vermelho, sabia que ia ler o livro assim que bati os olhos na capa e no título dele. Para mim pouco importou a sinopse ou resenhas. Para não mentir, dei uma lida rápida na sinopse que veio na parte de trás dele, mas se vocês querem saber a sinopse nem chega perto do que o livro é.

Comecei a ler o livro sem querer, aleatoriamente, estava na Bienal e precisava de um tempinho para ficar de molho, descansando os pés e os bolsos, então para passar o tempo peguei o livro que estava mais próximo de mim no momento, no caso, O Garoto do Cachecol Vermelho. Na minha cabeça ia ler apenas o primeiro capítulo. E li. Li o primeiro, então o segundo, depois o terceiro… quando terminei o terceiro, me obriguei a parar, ou então provavelmente iria terminar o livro todo. Sorte que minhas amigas haviam chegado, e eu teria que parar de qualquer maneira mesmo! Rsrs

O que prendeu minha atenção de primeira e que me surpreendeu foi a personagem principal, a Melissa. Ela é uma megera total! Egoísta, ingrata, arrogante, preconceituosa… E outras coisas. E o pior é que ela sabe disso tudo, mas não sente um pingo de vontade de mudar, seja por ela mesma ou por alguém especial. Quer dizer, ela não acha ninguém especial ou importante na vida, além dela mesma, claro. As coisas começam a mudar, um pouquinho, quando ela conhece o Daniel, o garoto “vândalo” do cachecol vermelho. Não vou explicar o motivo por trás do vândalo, vou deixar para vocês descobrirem. Eles se veem pela primeira vez no ano novo, e desde então os encontros não param de acontecer, acidentalmente ou não.

É engraçado que não pude deixar de comparar o carisma do Daniel com o carisma do Gus, de A Culpa é das Estrelas, deixando claro que eles são bem diferentes, mas em algumas cenas o jeito do Dani me fez lembrar do Gus. E claro me apaixonei por ele da mesma forma que me apaixonei pelo Gus.  O Daniel é tudo o que a Melissa não é. Gentil, compassivo, amigável, apaixonado pela vida, e outras coisas. Ele não é perfeito, e amei que autora soube mostrar os defeitos dele sem entrar em desacordo com sua personalidade maravilhosa. Então quando a demônio e o anjo se esbarram, claro que boa coisa não pode sair.

– Me desculpe senhorita autoridade máxima da rua! Que eu saiba, arte não é crime, e a rua ainda é pública. – Isso aí não é arte, é vandalismo!

Depois de muito bate-boca entre os dois, o Dani coloca na cabeça que precisa mostrar a Melissa que a vida é muito mais do que ela pensa, que existem pessoas que valem a pena, e que a vida pode ser mais divertida, e ir além dos ensaios de balé e ficar bêbada. Apesar de ser do jeito que é, e ter motivos para isso, já que passou por poucas e boas, a Melissa aos poucos deixa seus muros caírem, deixando o Daniel entrar, e iluminar sua vida sombria. Não esperem que o romance entre eles seja imediato, por que não é. O que faz muito sentido, já que eles são completamente diferentes um do outro, e é preciso paciência para cada um aceitar ao outro do jeito que é. Apesar de que desde o primeiro momento deles as faíscas já rolam soltas.

É legal que a mudança da Melissa demora para acontecer, e quando acontece ela não muda de um extremo para outro. É como ela mesma fala, ela encontra certa liberdade, no sentindo de que o coração dela se torna mais leve, libertando toda a raiva e amargura que existia dentro dela. Quando isso acontece ela percebe que é livre para amar, sentir, viver. E tudo por conta do seu “vândalo” favorito, o Dani-Dani.

 Vou terminar a resenha por aqui, meio que na metade, por que quero que vocês se surpreendam tanto quanto eu com essa história maravilhosa.  Antes das finalizações, preciso muito mesmo dar destaque aos últimos capítulos do livro. Eles me fizeram sorrir, me destruíram, me fizeram arrancar cabelos, encheram meus olhos de lágrimas, e me refizeram novamente.

 

Apertei a mão dele selando nosso acordo. A partir daquele dia, Daniel teria todos os segundos do meu tempo. (…) Se conseguisse cumprir a promessa, aquele rapaz com certeza seria capaz de qualquer milagre.

Então para vocês que como eu amam, resenhas e sinopse, tentem não ler tantas, garanto que isso vai contribuir para que o livro tenha em vocês o mesmo impacto que teve em mim. Se deixem surpreender pelo Dani, pela Mel e pela Ana Beatriz.  Ah, outro apelo, tentem ler certas partes do livro com as músicas citadas, vai fazer toda a diferença. 🙂

A Ana Beatriz soube conduzir o livro com um linguajar jovem e surpreendeu abordando temas que hoje é a realidade de muitos jovens de forma bastante coerente. Adorei os personagens secundários, que fizeram a história ainda mais gostosa de se ler, e acho que seria super bacana se a Ana escrevesse a história de alguns deles, como por exemplo da Helena irmã do Daniel e da Fernanda melhor amiga da Mel.

A capa está linda de morrer, as cores usadas se completaram perfeitamente. A diagramação está simples, mas adorei a fonte dos capítulos, deixou o livro com um ar ainda mais jovem. Não deixem esse livro passar batido por vocês, garanto que não tem como não gostar, pelo menos se vocês não gostarem de nada, vocês ainda se apaixonarão pelo garoto do cachecol vermelho.

 


Livro: O Garoto do Cachecol Vermelho
Autora: Ana Beatriz Brandão
Editora: Verus Editora
Páginas: 291
Lançamento: 2016
Sinopse: Uma história comovente, recheada de drama, suspense e romance. Melissa é uma garota linda, rica e mimada, que sempre consegue o que quer e tem todos na palma da mão. Ela acredita que a carreira de bailarina é a única coisa que realmente importa, porém suas certezas são abaladas quando faz uma aposta com um garoto misterioso, que parece ter como objetivo virar sua vida de cabeça para baixo. De repente, Melissa se vê dividida entre dois caminhos: realizar seu maior sonho, pelo qual batalhou a vida inteira, ou viver um grande amor. Mas, não importa aonde ela vá, todas as direções apontam para o garoto do cachecol vermelho… Com esta história intensa e apaixonante, Ana Beatriz Brandão vai emocionar e surpreender o leitor, provando que é uma jovem autora que tem muito a dizer.

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8 Comentários

  • Sophia Merkauth

    Oi Gabi! Tudo bem?
    Amei sua resenha! Conheço o livro e estou ansiosa para ler. Essa é a primeira resenha desse livro que leio e fiquei encantada, não vejo a hora de começar a ler! Parabéns pela resenha!
    Bj

    17 de setembro de 2016 às 21:29 Responder
    • Gabriella Santos

      Oi Sophia!Que bom que você curtiu a resenha. 🙂
      Não deixe de ler, a leitura vale a pena! <3

      19 de setembro de 2016 às 03:13 Responder
  • Blog Lado Escuro

    Olá!
    Sou parceira da Ana mas ainda não tive contato direto com suas obras. Estou aguardando Caçadores de Almas, que receberei através do BookTour organizado pela mesma. Ainda assim, acompanho a autora nas redes sociais e é incrível ver como O Garoto do Cachecol Vermelho conquistou os leitores. Não sei se é um livro que eu leria. Curto coisas mais sombrias, como Caçadores de Almas e Sombra de um Anjo (ambos da Ana), mas não vou negar que essa capa ficou maravilhosa <3 E com certeza a obra deve ser mesmo boa, pois só vejo comentários positivos (o que, na verdade, já era de se esperar).
    Abraços!

    18 de setembro de 2016 às 03:10 Responder
    • Blog Lado Escuro

      Ah, já ia até me esquecendo de citar haha Você é muito corajosa por decidir ler livros sem antes buscar informações/resenhas ou ler a sinopse. Confesso que nunca fiz isso (e acho que não faria também) porque tenho muito medo de me decepcionar durante a leitura. Sou meio chata com isso e mesmo quando busco informações, ás vezes acabo me decepcionando. Imagina lendo ''na cara e na coragem''? huahua Admiro sua coragem. É aquele ditado: ''quem não arrisca, não petisca'', né.

      18 de setembro de 2016 às 03:19 Responder
    • Gabriella Santos

      Olá!! Então, sou como você, não costumo me arriscar assim não kkkk
      Foi algo raro, mas te garanto que compensou! Acho que se tivesse lido muito a respeito, não teria me surpreendido tanto com a leitura. rsrs
      Depois do Garoto do Cachecol Vermelho, pretendo ler os outros livros da Ana. Sou fã demais de fantasia. E se não me engano os outros dois livros dela são de fantasia, certo?

      19 de setembro de 2016 às 03:18 Responder
  • Coleções Literárias

    Terminando de ler sua resenha me arrependi de não ter solicitado o livro. Amei a premissa.
    Gente e saber que o Dani lembra o Gus me deixa ainda mais brava comigo por não ter solicitado Aaaaaaaaah. Mas tudo bem kkkkkkk vou comprar.
    Fiquei muito curiosa para saber quais são esses últimos capitulos que mexeu tanto com você.
    ótima resenha.

    21 de setembro de 2016 às 15:40 Responder
  • Catrine Vieira

    OOi!
    Quero muuuuito ler esse livro, só fico vendo as postagens da autora e me esperneando de vontade de ler. Ele já está na minha meta de leitura, e pretendo ler em breve. Espero que ele me agrade como te agradou! <3 <3

    24 de setembro de 2016 às 00:59 Responder
  • Dani Almeida

    Oi Gaby,
    Tenho muita vontade de ler esse livro e sua resenha só me deixou mais curiosa para conhecer na íntegra essa história…. Linda resenha !
    Beijos !

    http://www.emcadapagina.com

    27 de setembro de 2016 às 14:09 Responder
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