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Resenha – Meio Rei (Mar Despedaçado 1)

Publicado em 20 de janeiro de 2017
- Sem classificação
Livro: Meio Rei
Autor: Joe
Abercrombie
Lançamento: 2016
Editora: Arqueiro
Páginas: 288
Classificação do
Skoob:
 4,2
Onde comprar: Amazon |
Submarino
*Livro do acervo
pessoal
Meio Rei
é o primeiro livro da trilogia Mar
Despedaçado
e conta a história de Yarvi, o segundo filho do rei de Gettland.
 A narrativa é ambientada em um lugar onde
guerras são disputadas e reinos precisam se manter em destaque; em um cenário
com características que lembram o estilo viking, o autor mostra que ser dotado
de força bruta e agilidade para manejar a espada no campo de batalha são características
necessárias aos homens dali. E embora seja príncipe, e como tal, devesse se
encaixar nesse padrão, Yarvi acaba por sem uma exceção à regra.

O
fato de ter nascido com a mão esquerda deformada fez do jovem Yarvi um filho fraco
e inferior, aos olhos do pai, e por isso rejeitado. Já a mãe, que também não
via essa deformidade com bons olhos, acreditava que poderia facilmente dominar
e subjugar o jovem príncipe.  Acontece
que durante a narrativa Yarvi mostra que, embora lhe falte aquele tipo de força
física e destreza esperadas nos guerreiros, lhe sobram muita perspicácia e
sabedoria. Isso o motiva a estudar para tornar-se ministro, uma espécie de
conselheiro do rei, um especialista em culturas, idiomas, um conhecedor sobre
as propriedades de cada planta, um sábio sobre todas as coisas. E ele estava satisfeito
com o futuro que lhe esperava, até que o inesperado acontece e ele se vê diante
de uma decisão até então nunca cogitada: Yarvi precisa tornar-se rei. E então,
se vingar.

“Como
abominava as espadas e os escudos, detestava os campos de treinos e desprezava
os guerreiros que faziam dali o seu lar! Acima de tudo, como odiava sua própria
mão, que não passava de uma piada ruim, uma lembrança de que ele jamais poderia
ser um deles.”

De
início nos deparamos com um protagonista infantil, condicionado a sentir-se
inferior  por conta dos anos em que foi
desrespeitado e menosprezado. O autor coloca, nas mãos de um menino, todo o
futuro de um reino, de uma trama. E o que acontece, quando não é só a malha e o
escudo que pesam, mas também toda a responsabilidade pelo reino? O que acontece
quando o juramento de vingança acabar por se tornar o único caminho a ser
seguido? O que acontece quando, diante de tudo o que já estava ruim, o destino
se encarrega de deixar ainda pior? 

Acontece
tudo. Tudo o que nós imaginamos e mais aquilo que nem sequer passa pela cabeça
do leitor. A gente vê um protagonista com atuação duvidável crescer diante dos
nossos olhos. Criar laços com as pessoas mais improváveis, ser traído por quem
a gente (e ele) menos espera. A gente vê um meio rei e meio homem se
transformar em um ser humano completo, que á consciente das suas habilidades,
das suas potencialidades e defeitos, e usa tudo isso a seu favor. A gente se
envolve com personagens secundários misteriosos, fortes, sonhadores, leais e
guerreiros.
“Era
estranha a rapidez com que um rei podia se tornar um animal. Ou como meio rei
podia virar meio animal. Talvez até os que nós alçamos aos postos mais altos
jamais se elevem muito acima da lama.”

A
gente vê e sente tudo isso. E ainda mais, pois a trama nos transporta para
mares revoltos, cenários insípidos e gelados, de guerras internas e externas. O
leitor torce, sofre, se orgulha, sente raiva. O leitor não consegue largar as
páginas depois que se vê conquistado pela narrativa. E quando termina a gente
quer mais. Impossível não querer. Por conta disso indico o livro. Para todos
aqueles leitores fãs de narrativas que envolvem e surpreendem. Para leitores
que apreciam uma história fantástica polvilhada de batalhas nem sempre justas.
Se você é esse tipo de leitor, Meio Rei não vai te decepcionar.

“Às
vezes ‘talvez’ é a melhor coisa que a gente pode ter.”

“Posso
até ser meio homem […] mas sou capaz de fazer um juramento por inteiro.”

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13 Comentários

  • Lana Silva

    Possuo esse livro, porém ainda não comecei a lê-lo, por causa da montanha de outros livros que ainda tenho para ler, porém esse história me pareceu muito bom. Imagino um jovem com um reino a sua mão, para ser salvo, ainda mais passar por tudo que ele tende a enfrentar durante o decorrer da trama. Quero muito ler essa história, e me aventurar, junto com Meio Rei, nessa aventura.

    20 de janeiro de 2017 às 10:36 Responder
  • Naime Martins

    Parabéns pela resenha!! Não conhecia esse livro, mas parece ter uma história incrível. Com certeza muitas dificuldades, desafios e lutas passar por ele. Já quero ler, vai entrar pra minha longa lista de livros para ler rs.
    Beijos

    20 de janeiro de 2017 às 11:40 Responder
  • Adriana Holanda Tavares

    Não conhecia o autor e a trilogia que ele já havia escrito, mas fiquei muito interessada em ler Meio Rei. Gosto bastante de séries e trilogias, principalmente se forem de fantasia, com toda a criação de um novo mundo, etc. Já havia visto outras resenhas do livro e ele já está na minha lista de desejados, mas sua resenha me relembrou o quanto quero ler esse livro

    20 de janeiro de 2017 às 14:31 Responder
  • Rossana Batista

    Ai que bom ver resenha desse primeiro livro porque eu vi que já está vindo o segundo livro e ainda não tinha lido sobre o primeiro.
    Eu gosto de ler histórias que envolvem muitas batalhas e o personagem parece que cresce ao longa da sua história a fim de se tornar um homem destemido.

    20 de janeiro de 2017 às 17:31 Responder
  • Pamela Liu

    Oi Krisna.
    Meio rei parece ter uma trama bem envolvente, cheio de reviravoltas e ação.
    Gostei do fato de Yarvi não ser aquele príncipe estereotipado, todo forte, bom com armas e lutas. Acho que a sua deficiência e o seu estudo torna-o bastante perspicaz para outras coisas.
    Deve ser bom acompanhar o desenvolvimento e amadurecimento desse personagem.
    Vou colocar na minha lista de desejados.

    20 de janeiro de 2017 às 18:26 Responder
  • Roberta Moraes

    Ual, colocar nas mãos de um criança todo a carga de ser importante para o futuro do reino! Deve ser maravilhoso poder ver o crescimento do personagem. Espero que quando for ler eu também fique surpreendida e presa até o final do livro.

    21 de janeiro de 2017 às 01:37 Responder
  • Gêmea Má

    Eu amo livros que são de fantasia medieval, então ele já entra na lista né hahaha
    saber que o personagem evolui muito durante a narrativa e que o livro é do tipo q te pega só me fazem ter mais vontade de ler.

    obrigada pela resenha

    bjbj

    21 de janeiro de 2017 às 02:12 Responder
  • Alison de Jesus

    Olá, adoro livros que envolvem guerra, reis e tudo mais (sim eu assisto Game Of Thrones), achei a sinopse do livro vaga mas pela resenha vejo que se trata de uma trama viciante. Beijos.

    22 de janeiro de 2017 às 19:25 Responder
  • suzana cariri

    Oi!
    Quero muito ler esse livro, o enrendo dele logo me conquistou, gostei muito de como temos um personagem no começo e parece que nos final encontramos outro totalmente diferente e que cresceu muito ao longo da historia, achei bem interessante como o autor trás essa historia de um meio rei, ainda não completo, mas que vai se transformando, crescendo e se encontrando, doida para ler !!

    27 de janeiro de 2017 às 14:55 Responder
  • Helen A.Z

    Hum,a obra não me chamou a atenção de primeira.
    Que bom ter um crescimento do protagonista no decorrer da história.Aguardo as próximas resenhas para ver onde a trama está indo.

    29 de janeiro de 2017 às 19:59 Responder
  • Cristiane de Souza

    Oi Krisna…
    Apesar de ter me encantado com sua resenha, a série não chamou muito minha atenção… Tenho alguns livros que no momento estão no topo da minha leituras, mas espero poder ler essa série mais pra frente e ver de perto o desenvolvimento de Yarvi em relação às batalhas que terá de enfrentar…
    Beijinhos…

    30 de janeiro de 2017 às 04:06 Responder
  • Kris Soares

    Quem não gosta de se surpreender com os acontecimentos de uma boa história , eu adoro! Embora por vezes seja difícil depois de tantos livros.
    Tenho que falar da capa, li a resenha inteira parando pra olhar para ela, retrata com perfeição o que você narrou.

    30 de janeiro de 2017 às 17:11 Responder
  • Mayla Lima

    Esse tipo de livro não me interessa tanto, reis e reinos é uma leitura que não me cativa. Esse jovem rei parece ter muitos desafios, não ter uma das mãos. É tão bom quando um livro atende as expectativas e ainda supere, apresentando mais do que o leitor imagina. Não me senti tão atraída pelo livro, porém gostei muito da resenha.
    Abraço!
    A Arte de Escrever

    30 de janeiro de 2017 às 18:32 Responder
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