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Resenha – A filha das trevas

Publicado em 4 de janeiro de 2017
- Sem classificação

Livro: A filha
das trevas

Autora: Kelly
Keaton
Lançamento: 2016
Editora: Galera Record
Páginas: 288
Classificação do
Skoob:
 3,8
Onde comprar: Amazon |
Submarino
*Livro do acervo
pessoal
Para
quem é fã de literatura fantástica ou sobrenatural, a sinopse de A filha das trevas, primeiro livro da
série Deuses e Monstros, pode fazer
brilhar os olhos. Os meus brilharam. Hoje conto para vocês o que achei da
leitura.

O
livro conta a história de Ari, uma jovem órfã de 17 anos que, após passar maus
bocados nos diversos lares adotivos disfuncionais em que esteve, vive atualmente de maneira relativamente estável ao lado dos pais
adotivos. Acontece que ela sente necessidade encontrar respostas para algumas
perguntas que a estão corroendo: quem foi seu pai? Por que sua mãe a abandonou?
Por que se matou em seguida? Por que seus cabelos nunca podem ser modificados? Quem ela é realmente? 
Ari
sai em busca de respostas e encontra muito mais do que gostaria: uma caixa
deixada pela mãe, com pertences esquisitos e uma recomendação maluca; caçadores estranhos que aparentemente a querem morta. Uma cidade devastada pelos furacões,
lugar que já foi seu lar e que promete responder muitas questões em aberto.
Pessoas com características muito curiosas, que querem Ari por perto ou que lhe
oferecem ajuda. Tudo a um preço, claro.
Misturando
fatos reais – os furacões que devastaram a cidade de Nova Orleans – com muita
mitologia grega e uma pegada sobrenatural, a autora apresenta um mistério
relacionado à vida da protagonista que vai sendo revelado bem aos poucos, mas
que permeia toda a trama desse primeiro livro.  

Ao
mesmo tempo em que vamos conhecendo mais sobre Ari, vendo seu desenvolvimento
conforme ela aprende mais sobre si mesma e nos mostra toda sua força, inteligência e destreza; também entramos em contato com
diversos personagens secundários incríveis: crianças com presas e com predileção
para máscaras e cordões de Mardi Gras, seres mitológicos que até então só existiam
em livros antigos, aquela pessoa que tem uma aparência bem peculiar, como se
tivesse literalmente parado no tempo; tudo muito novo e irreal. Tudo verdadeiro
para Ari. 

“–
Nada traz a loucura de volta mais depressa do que pensar no tempo”.

 

O
livro é narrado em primeira pessoa e tem um ritmo que oscila entre tranquilo e
frenético. O grande mistério do livro é revelado quase no final, mas deixa
muitas possibilidades para serem desenvolvidas a partir daí. Embora eu tenha
achado a história interessante e a escrita da Keaton muito coesa e fluida, tive
a sensação de que rolou uma espécie de embromação nesse livro. Praticamente
tudo gira em torno de quem de quem é Ari e qual seu papel nesse mundo, deixando
muitas questões sem a devida atenção.  

Claro,
é importante levarmos em consideração que, por se tratar de um livro inicial,
muitas coisas precisam ser apresentadas, introduzidas ao leitor, mas de maneira
superficial. Desta forma a autora poderá ir amadurecendo ideias e personagens
nas obras seguintes. Se pensarmos sob essa ótica, A filha das trevas é um livro que cumpre bem seu papel. Em minha
opinião é um livro Ok, mas com aquele tipo de história que tem um potencial
enorme para melhorar daqui para frente. 

O
livro apresenta uma diagramação simples, mas bem satisfatória. A tradução da
Daniela Dias está impecável e a capa linda, (muito mais do que a original), faz
total sentido para a história e ainda remete a determinado momento da trama.
Esse é um livro que indico para aqueles leitores que curtem uma trama recheada
de seres míticos, monstros, mistérios e maldições. Tem um romancezinho, mas ele
não é o foco da história. A aventura aqui é o ponto principal.
“O
que você vai fazer, Ari? Fugir? Vai fazer de conta que é uma garota normal e
que não consegue lidar com esquisitices desse tipo? Ou vai ficar e aguentar o
tranco e descobrir o que você é de verdade?”

“Antes,
achava que sabia muita coisa sobre Nova 2, mas, depois de ter passado as
últimas noites na cidade, eu havia percebido que não fazia ideia do que era
esse lugar”.

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16 Comentários

  • Lana Silva

    Tem algum tempo que venho visto falarem muito bem desse livro, até porque vejo que a história e bem construída, com personagens primários e secundários cativantes e envolvente. Como e o primeiro livro da para notar que e apenas uma introdução do que vai realmente acontecer entorno da trama, porém e notório, que o desenrolar da trama e bem desenvolvido. Por isso pretendo dar uma chance a essa leitura.

    4 de janeiro de 2017 às 11:13 Responder
  • Alison de Jesus

    Olá, a autora conseguiu criar uma história original mas crível, algo que não achamos com frequência na literatura atual. Beijos.

    4 de janeiro de 2017 às 21:14 Responder
  • Cristiane de Souza

    Olá….
    Ainda não conhecia essa obra, mas quando vi que a autora mistura fatos reais com mitologia grega e algo sobrenatural, fiquei super curiosa para ler o livro… Adorei sua resenha e já estou louca para mergulhar nessa leitura e me aventurar junto com Ari…
    Beijinhos…

    4 de janeiro de 2017 às 22:55 Responder
  • Naime Martins

    Oiii, não conhecia esse livro. Nunca fui muito de ler coisa sobrenaturais, mas tive boas surpresas em 2016, quem sabe não começo a me interessar mais, o livro parece ótimo. Beijos

    5 de janeiro de 2017 às 17:56 Responder
  • Gabi Theis

    Não conhecia esse livro mas a resenha me chamou atenção, faz um tempo que não leio fantasia (adoro Harry Potter, amo imaginar esses mundos), ando muito na fase de ler romance e tô querendo variar o gênero um pouco rsrs. Vou colocar na minha estante, quando ler venho te contar.
    Bjos

    6 de janeiro de 2017 às 01:26 Responder
  • Mariana M...

    Eu não curto muito fantasias e não conhecia esse livro, mas eu gostei bastante da resenha e a menção da oscilação entre momentos tranquilos e "movimentados" chamou minha atenção. Acho que, se um autor consegue dosar isso e juntar com uma boa narrativa já me ganha.

    6 de janeiro de 2017 às 20:52 Responder
  • Gêmea Má

    Eu morro de vontade de ler esse livro, mas ainda não tive a oportunidade….E sua resenha me deu mais vontade ainda de ler…Mas fico chateada q parece que ficaram enrolando! Odeio quando fazem isso! Mas as vezes é só pq é o primeiro, inicio e tral!

    bjs

    Lá…E de volta outra vez

    7 de janeiro de 2017 às 02:25 Responder
  • Kris Soares

    Oi, salvo raras exceções, não sou muito de fantasia, apesar de que essa mistura realidade X mitologia X sobrenatural) proposta no livro me pareceu bem interessante, vou esperar a resenha da continuação pra ver se vale apena dar uma chance

    7 de janeiro de 2017 às 22:01 Responder
  • Palavras e Notas

    Oi, Krisna.

    A primeira coisa que me chamou atenção foi a capa, apesar de você ter alegdo estar linda, eu não gostei muito não ;-;

    Quanto à história da Ari, de fato, não posso negar que é interessante, mas eu ando fugindo de leitura sobrenatural por enquanto, sabe? Adorei a resenha e anotei o livro na listinha (sim, eu tenho listinha para isso hahahah), talvez eu leia se tiver oportunidade :3

    Abs,

    – J.

    9 de janeiro de 2017 às 16:37 Responder
  • Adriana Holanda Tavares

    Olá krisna, eu nunca tinha ouvido/lido nada a respeito dessa obra, e fiquei meio curiosa, achei a capa linda (sou louca por capas e sim as vezes leio um livro se gostar da capa), porém fiquei com medo de por se tratar de uma trilogia ficar meio que enrolando demais para a história acontecer e quando vemos parece que a história poderia ter sido contada em um único volume!

    13 de janeiro de 2017 às 22:15 Responder
  • Rossana Batista

    Primeira vez que escuto falar do livro mas me eixou bem curiosa porque eu gosto muito de literatura e livros de fantasia que envolvem coisas misteriosas e vamos dizer seres poderosos.
    Lendo a resenha eu me lembrei de uma série que li chamada Darkest Power, não que seja igual mas me lembrou um pouco por isso de descobrir seus super poderes. Eu recomendo essa pra você 😀

    15 de janeiro de 2017 às 17:57 Responder
  • Pamela Liu

    Oi Krisna.
    Não tinha ouvido falar sobre esse livro, mas o enredo parece ser bem interessante. Adoro o gênero fantasia e acho que iria gostar desse livro. Ele me lembrou um pouco Feita de Fumaça e Osso da Laini Taylor, no qual a história também envolve o mistério de que é a Karou (protagonista), que tem cabelo azul e permanece dessa cor não importa o que seja feita (mais uma semelhança com o livro rs).
    Geralmente o primeiro livro é um pouco mais lento, mas eu não me importo caso a história seja bem desenvolvida.
    Vou procurar por esse livro! Os outros livros já foram lançados?

    16 de janeiro de 2017 às 03:00 Responder
  • Roberta Moraes

    Adoro livros que misturam realidade com mitologia grega.
    Deu pra perceber que é um livro marcado por mistérios e perguntas a serem respondidas.
    Que pena que você achou um pouco embromação. Espero não achar o mesmo porque estou com uma expectativa bem boa agora.

    17 de janeiro de 2017 às 03:08 Responder
  • suzana cariri

    Oi!
    Quando vi esse livro, logo fiquei bem curiosa sobre essa historia e adorei essa historia que a autora cria, parece ser um mundo sobrenatural bem interessante e muito misterioso, me deixando bem curiosa principalmente para saber mais sobre esses mistérios envolvendo a personagem, mas realmente quando lemos serie, muitos vezes os primeiros livros acabam enrolando muito nesse começo !!

    28 de janeiro de 2017 às 01:57 Responder
  • Helen A.Z

    Fiquei intrigada com as perguntas,gostei da capa(e remete a uma parte da história ainda?ponto positivo,gosto quando isso acontece),gostei da sinopse e do cenário,Nova Orleans cai bem em um clima sobrenatural.
    Espero ver a resenha do segundo livro,ver se a trama evolui.

    29 de janeiro de 2017 às 17:34 Responder
  • Mayla Lima

    Gostei do enredo do livro e do local onde se passa. Gosto do gênero, então é claro que me encantei pela obra. Fiquei super curiosa para descobrir os segredos da personagem, porque uma vida tão cheia de desgraça assim, porque tanto sofrimento e que mistérios a cercam. Ótima dica e resenha.
    Abraço!
    A Arte de Escrever

    30 de janeiro de 2017 às 17:03 Responder
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