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Resenha – A Besta

Publicado em 30 de setembro de 2016
- Sobrenatural, Universo dos Livros

LIVRO ESPECIALMENTE INDICADO PARA quem já acompanha – há muito livros – estes vampiros poderosos, incríveis, másculos e extremamente românticos.

Quando eu tinha 17 anos encontrei o amor em forma de série: Irmandade da Adaga Negra. Naquela época eu praticamente só conhecia a existência de 3 tipos de vampiros. O Drácula de Bram Stocker, Brad Pitt e Tom Cruise em “Entrevista com o Vampiro”, e o Edward de Crepúsculo… que brilhava. Era isso. Não sabia que os vampiros podiam ser guerreiros, que podiam usar armas e tecnologia de ponta a seu favor; que juntos eles poderiam formar vínculos de irmãos, do tipo inquebrável. Não conhecia seus inimigos, os Redutores, ou sua criadora, a Virgem Escriba; muito menos o Ômega, capeta dos infernos.

Tudo que faz a série Irmandade da Adaga Negra ser genial, era desconhecido por mim. Então quando li Amante Sombrio aos dezessete anos, jurando que ia ler sobre vampiros que brilhavam, quase cai da cama ao me deparar com homens de no mínimo 1,90 de altura, que vivem em uma espécie de submundo em Caldwell – NYC, usam couro, que saem apenas durante a noite para combater seus inimigos; e que carregam quilos de armas pesadas junto ao corpo. Fora andarem com adagas para cima e para baixo.

Como o título mostra, esse volume tem como história central, Rhage e Mary, mas como sempre acontece nos livros da Irmandade, graças a Deus, o livro não foca apenas na história deles, mas sim em vários outros personagens. E deixa eu abrir um parêntese aqui, para mim nesse livro quem roubou a cena foi Vishous e Assail. Acho melhor não falar a respeito deles, ou então tenho certeza, minha resenha terá spoilers a torto e a direito.

“Esquerda, bang! Direita, bang! Abaixando. Caindo e rolando. Saltando e correndo em frente. Por cima de dois assassinos abatidos –muito obrigado, Assail, seu louco filho da mãe- bang! Bem diante dele.”

Temos muita ação, bala para todos os lados, sangue negro dos Redutores escorrendo por todos os cantos. Por sinal o livro já começa assim, com um massacre que me fez suar de uma forma bem pouco feminina. Mas os livros dessa série são assim mesmo, você acaba a leitura cantando os raps do Vishous e torcendo para o Sox como o Butch, e nem vamos começar a falar de toda a comilança que o Rhage transmite.  Fora todas as outras peculiaridades que vamos pegando com os outros personagens.

Voltando para Rhage e Mary, nesse volume o casal enfrentará dificuldades no relacionamento, o fato que a Mary não pode engravidar começa a pesar. E surpreendentemente o Rhage começa a desejar ser pai, e passa a se culpar por desejar algo que sua Mary não pode lhe dar. O amor do Rhage pela Mary é coisa mais linda, gente. Acho que entre todos os casais da  Irmandade, o romance deles foi um dos mais lindos, para mim. Ele ama sua shellan tão desesperadamente que quando começa a sofrer a gente sofre junto com ele, porque sabe que ele se sente assim mais por ela do que por ele mesmo.

 “ – O que acontece se eu beliscar sua bunda depois disso? – o anjo perguntou.
– Experimenta, e vai descobrir que a imortalidade, assim como o tempo, é algo relativo”

Juntos eles conseguem sair desse loop de culpas e acabam de uma vez com a distância que estava existindo entre eles. Agora, quanto ao lado bang bang da leitura, todas as partes realmente importantes que acontecem para o desenvolvimento da série se passam pelo ponto de vista dos outros personagens. Posso afirmar com certeza que por conta disso, os capítulos que era focados na Mary e no Raghe foram os que menos gostei. Não que seja ruim, não tem como ser ruim. Porém me emocionei e vibrei bem mais com os outros POVs. Que é onde entram Vishous e Assail.

Se preparem para muitas surpresas. A J.R. Ward tem como objetivo causar ataques cardíacos massificados. Só pode ser. Se preparem também para conhecerem mais 2 personagens novos. E que por acaso, adorei também. Vou ter que encerrar a resenha por aqui, todo o resto seria spoiler sobre acontecimentos essenciais para o desenvolvimento da série.


Título: A Besta
Autor: J.R. Ward
Lançamento: 2016
Editora: Universo dos Livros
Páginas: 608
Sinopse: Da autora best-seller do The New York Times, J. R. Ward, uma das mais aclamadas autoras da atualidade! Nada é como costumava ser para a Irmandade da Adaga Negra. Depois de quase entrarem em guerra com os Sombras, as alianças se alteraram e as fronteiras foram delimitadas. Os assassinos da Sociedade Redutora estão mais fortes do que nunca, aproveitando-se das fraquezas humanas a fim de obterem mais dinheiro, mais armas, mais poder. Contudo, enquanto a Irmandade se prepara para atacá-la com toda força, um dos seus guerreiros tem uma batalha íntima para combater… Para Rhage, o Irmão com os maiores apetites, mas também com o maior coração, a vida deveria estar perfeita – ou, pelo menos, perfeitamente agradável. Mary, sua amada shellan, está ao seu lado; além disso, seu Rei e os Irmãos estão prosperando. Rhage, porém, não consegue entender – tampouco controlar – o pânico e a insegurança que o afligem… E isso o apavora – assim como o afasta da sua companheira. Após sofrer um ferimento letal numa batalha, Rhage necessita reavaliar suas prioridades. Quando a resposta surge, abala o seu mundo… e o de Mary. Todavia, Mary se lançou a uma jornada própria, que tanto pode aproximá-los como pode ser a causa do rompimento do qual nenhum dos dois se recuperará…

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