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Resenha – A Besta

Publicado em 30 de setembro de 2016
- Sem classificação

Livro: A Besta | Autora: J.R. Ward | Lançamento: 2016 | Editora: Universo dos Livros | Páginas: 608 | Classificação no Skoob: 4,7 | Onde comprarAmazon | Americanas
*Livro do acervo pessoal 
Quando
eu tinha 17 anos encontrei o amor em forma de série: Irmandade da Adaga Negra. Naquela época eu praticamente só conhecia
a existência de 3 tipos de vampiros. O Drácula de Bram Stocker, Brad Pitt e Tom Cruise em “Entrevista com o Vampiro”, e o Edward de Crepúsculo… que brilhava. Era isso.
Não
sabia que os vampiros podiam ser guerreiros, que podiam usar armas e tecnologia
de ponta a seu favor; que juntos eles poderiam formar vínculos de irmãos, do tipo
inquebrável. Não conhecia seus inimigos, os Redutores, ou sua criadora, a Virgem
Escriba; muito menos o Ômega, capeta dos infernos. 

Tudo
que faz a série Irmandade da Adaga Negra
ser genial, era desconhecido por mim. Então
quando li Amante Sombrio aos dezessete anos, jurando que ia ler sobre vampiros
que brilhavam, quase cai da cama ao me deparar com homens de no mínimo 1,90 de
altura, que vivem em uma espécie de submundo em Caldwell – NYC, usam couro, que
saem apenas durante a noite para combater seus inimigos; e que carregam quilos de
armas pesadas junto ao corpo. Fora andarem com adagas para cima e para baixo.

É
impossível falar sobre a Irmandade em apenas uma resenha, é preciso um dia todo
ou um final de semana, discutindo sobre essa serie fantástica.  Discutindo a complexidade dos personagens, ou
os eventos que mais ferraram com nossa cabeça. Obrigada
J.R.Ward por essa serie maravilhosa! Obrigada Universo dos Livros por trazê-la
ao nosso pais! 

Depois
desse blablablá todo na introdução, vou poder conversar com você sobre A Besta. Depois de um ano de espera finalmente li o livro.

Como
o título mostra, esse volume tem como história central, Rhage e Mary, mas como
sempre acontece nos livros da Irmandade, graças a Deus, o livro não foca apenas
na história deles, mas sim em vários outros personagens. E
deixa eu abrir um parêntese aqui, para mim nesse livro quem roubou a cena foi
Vishous e Assail. Acho melhor não falar a respeito deles, ou então tenho
certeza, minha resenha terá spoilers a torto e a direito.
Temos
muita ação, bala para todos os lados, sangue negro dos Redutores escorrendo por
todos os cantos. Por sinal o livro já começa assim, com um massacre que me fez suar
de uma forma bem pouco feminina. 

“Esquerda, bang! Direita, bang!
Abaixando. Caindo e rolando. Saltando e correndo em frente. Por cima de dois
assassinos abatidos –muito obrigado, Assail, seu louco filho da mãe- bang! Bem diante dele.”

Mas
os livros dessa série são assim mesmo, você acaba a leitura cantando os raps do
Vishous e torcendo para o Sox como o Butch, e nem vamos começar a falar de toda a
comilança que o Rhage transmite.  Fora
todas as outras peculiaridades que vamos pegando com os outros personagens.

 “ – O que acontece se eu beliscar sua
bunda depois disso? – o anjo perguntou.
 
– Experimenta, e vai descobrir que a imortalidade, assim como o tempo, é
algo relativo”

Voltando
para Rhage e Mary, nesse volume o casal enfrentará dificuldades no
relacionamento, o fato que a Mary não pode engravidar começa a pesar. E surpreendentemente o Rhage começa a desejar ser pai, e passa a se culpar por
desejar algo que sua Mary não pode lhe dar. O
amor do Rhage pela Mary é coisa mais linda, gente. Acho que entre todos os
casais da Irmandade, o romance deles foi um dos mais lindos, para mim. Ele ama
sua shellan tão desesperadamente que quando começa a sofrer a gente sofre
junto com ele, porque sabe que ele se sente assim mais por ela do que por ele
mesmo.

“Foi como se a gravidade não me
puxasse, e, ao mesmo tempo, me esmagasse. E então, você fecharia seus olhos, e
meu coração pararia. ”

Juntos
eles conseguem sair desse loop de culpas e acabam de uma vez com a distância que
estava existindo entre eles.

“Concluiu que o amor verdadeira era
toda a recarga de que ele necessitava, muito obrigado.”

Agora,
quanto ao lado bang bang da leitura,
todas as partes realmente importantes que acontecem para o desenvolvimento da
série se passam pelo ponto de vista dos outros personagens. Posso afirmar com
certeza que por conta disso, os capítulos que era focados na Mary e no Raghe
foram os que menos gostei. Não que seja ruim, não tem como ser ruim. Porém me
emocionei e vibrei bem mais com os outros POVs. Que é onde entram Vishous e
Assail.
Se
preparem para muitas surpresas. A J.R. Ward tem como objetivo causar ataques
cardíacos massificados. Só pode ser. Se
preparem também para conhecerem mais 2 personagens novos. E que por acaso,
adorei também.
Vou
ter que encerrar a resenha por aqui, todo o resto seria spoiler sobre acontecimentos
essenciais para o desenvolvimento da série.
Amei
a capa!! Super combinou com a história do Rhage e da Mary. Diagramação
simples, nada demais. Um ponto negativo na edição foram os erros que encontrei,
e não foram poucos, isso me chateou bastante.

Sinopse: Da autora best-seller do The New York Times, J. R. Ward, uma das mais aclamadas autoras da atualidade! Nada é como costumava ser para a Irmandade da Adaga Negra. Depois de quase entrarem em guerra com os Sombras, as alianças se alteraram e as fronteiras foram delimitadas. Os assassinos da Sociedade Redutora estão mais fortes do que nunca, aproveitando-se das fraquezas humanas a fim de obterem mais dinheiro, mais armas, mais poder. Contudo, enquanto a Irmandade se prepara para atacá-la com toda força, um dos seus guerreiros tem uma batalha íntima para combater… Para Rhage, o Irmão com os maiores apetites, mas também com o maior coração, a vida deveria estar perfeita – ou, pelo menos, perfeitamente agradável. Mary, sua amada shellan, está ao seu lado; além disso, seu Rei e os Irmãos estão prosperando. Rhage, porém, não consegue entender – tampouco controlar – o pânico e a insegurança que o afligem… E isso o apavora – assim como o afasta da sua companheira. Após sofrer um ferimento letal numa batalha, Rhage necessita reavaliar suas prioridades. Quando a resposta surge, abala o seu mundo… e o de Mary. Todavia, Mary se lançou a uma jornada própria, que tanto pode aproximá-los como pode ser a causa do rompimento do qual nenhum dos dois se recuperará…

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