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Resenha – As Mil Noites

Publicado em 10 de outubro de 2016
- Sem classificação

Livro: As
Mil Noites |Autora: E.
K. Johnston | Lançamento:
2016 | Editora: Intrínseca

Páginas: 320 | Classificação
do Skoob:
3,6 | Onde
comprar
Amazon | Submarino
*E-book
do acervo pessoal
 
A
resenha de hoje é sobre As mil noites,
um livro que eu estava louca para ler. Isso porque, li há pouco tempo A fúria e a Aurora, e me apaixonei pela
história. Por conta disso criei expectativas sobre a obra de E. K. Johnston…
Não sei por que fiz isso. Acabei me decepcionando.

 As mil noites
é uma espécie de releitura da clássica história de Sherazade, mas com algumas
diferenças, como diz a sinopse. O livro narra as aventuras de uma moça que,
para proteger a irmã de tornar-se esposa do terrível Lo-Melkhiin, toma a frente
e se oferece para ser desposada pelo perigoso 
rei. Perigoso porque, há muito tempo, Lo-Melkhiin escolhe suas esposas
em diferentes aldeias, mas todas elas compartilham o mesmo destino: a morte
prematura.
A
protagonista sem nome é uma garota corajosa que, assim como Sherazade, conta
histórias para o marido, buscando prender sua atenção, orando para que isso
seja o suficiente para salvá-la da morte. Acontece que essa protagonista
demonstra dons que vão muito além da capacidade de criar histórias. A verdade é
que, por alguns motivos que são revelados no decorrer da trama, a protagonista
é capaz de transformar em real quase tudo aquilo que imagina. Sonhou com um
pássaro? Pois ele será visto sobrevoando no dia seguinte. Uma vela, uma bola de
madeira? Os objetos estarão sob o criado mudo ao amanhecer. Para ela, sonhos
podem se tornar realidade num piscar de olhos. A história vai abordar
justamente a repercussão desse dom, assim como vai falar sobre os dons que
Lo-Melkhiin possui, e tudo o que ele é capaz de conquistar (ou destruir) com
sua ajuda. 
 “Era o som da morte, da umidade e do verde. Era o som do custo e do valor pago. Mas, se eu pudesse encontrar algo como a barra da túnica de nosso pai, se eu pudesse encontrar algo a que me agarrar, então aquele seria o som da esperança”.
Este
é um livro que tem personagens interessantes, sejam eles protagonistas ou
secundários. É um livro que tem um clássico de sucesso como referência, e que a
partir daí constrói uma história rica em detalhes e com possibilidades de
encantar o leitor. E isso acontece, porque conheço pessoas que leram o livro e
se apaixonaram. Eu não sou uma dessas pessoas.

É
um livro de aventura, com um toque de fantasia, mas não esperem romance. Aqui o
romance não existe, e o que se mostra, não é explorado. Aliás, o livro acaba
sem dar ao leitor a possibilidade de conhecer mais de Lo-Melkhiin. Eu esperei
até tudo se desenrolar, até todas as questões serem resolvidas, para, quem
sabe, compreender mais sobre o rei. Seu desejos, sua personalidade, a
possibilidade de haver uma relação entre ele e a esposa… Mas não. Quanto à
isso, o leitor fica na mão.
Além
de tudo, achei a narrativa cansativa. Achei a história, mesmo com todos os
elementos fantásticos, chata e sem graça. O livro é curto, mas tive a sensação
de que lia mil páginas e não saía do lugar. Até uma característica peculiar,
que poderia ser um diferencial bacana, se tornou um revés: personagens sem nome
se distanciam do leitor. Eu, pelo menos, não me apeguei ao pai do pai do pai,
nem gostei da mãe da irmã, muito menos da mãe de coração ou do pai de coração. Senti
que a identidade dos personagens não se fixava, que eles se perdiam no meio de
uma narrativa que oscilava entre poética e entediante. Como disse, isso pode
ter acontecido porque eu criei expectativas. Ou pode ser simplesmente porque o
livro é chato. O que vocês acham? Já leram? Correspondeu às expectativas ou
ficou aquém do que vocês imaginaram? Será que eu sou uma leitora exigente demais ou o livro é de fato entediante? 

“Existe a vida e existe viver…
e foi isso o que ela aprendeu”.

 

Clássico da literatura universal, as histórias de As mil e uma noites
estão no imaginário de todos — do Oriente ao Ocidente. É impossível que
alguém nunca tenha ouvido falar sobre Ali Babá e seus quarenta ladrões,
ou sobre Aladim e o gênio da lâmpada. Ou sobre Sherazade, a mulher sagaz
e inteligente que se casou com um homem cruel, e, por mil e uma noites,
driblou a morte narrando contos de amor e ódio, medo e paixão, capazes
de dobrar até mesmo um rei. Em As mil noites, a história se repete, mas
com algumas diferenças…
Quando Lo-Melkhiin chega àquela aldeia —
após ter matado trezentas noivas —, a garota sabe que o rei desejará
desposar a menina mais bela: sua irmã. Desesperada para salvar a irmã da
morte certa, ela faz de tudo para ser levada para o palácio em seu
lugar. A corte de Lo-Melkhiin é um local perigoso e cheio de beleza:
intricadas estátuas com olhos assombrados habitam os jardins e fios da
mais fina seda são usados para tecer vestidos elegantes. Mas a morte
está à espreita, e ela olha para tudo como se fosse a última vez. Porém,
uma estranha magia parece fluir entre a garota e o rei, e noite após
noite Lo-Melkhiin vai até seu quarto para ouvir suas histórias; e dia
após dia, ela continua viva.
Encontrando poder nas histórias que
conta todas as noites, suas palavras parecem ganhar vida própria. Coisas
pequenas, a princípio: um vestido de seu lar, uma visão de sua irmã.
Logo, ela sonha com uma magia muito mais terrível, poderosa o suficiente
para salvar um rei…

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24 Comentários

  • Beatriz Andrade

    Eu gosto da capa desse livro e a trama me chama atenção. Gostei de conhecer um pouco mais sobre ele e parece ser uma leitura agradável.

    12 de outubro de 2016 às 02:24 Responder
    • Krisna Carvalho

      Olá, Beatriz!

      Para algumas pessoas pode sim ser uma leitura agradável. Pena que para mim não foi tanto RS.

      Beijo

      13 de outubro de 2016 às 16:56 Responder
  • Rosana Gutierrez

    Olá
    Sou super fã de As Mil e uma noites. A versão original.
    Mas desde que li A fúria e a aurora, me apaixonei pelas releituras.
    Estou louca para ler esse tb. Adorei sua resenha.
    Bjs

    12 de outubro de 2016 às 04:05 Responder
    • Krisna Carvalho

      Olá, Rosana!

      Também quis ler este demais de terminar A fúria e a aurora. Mas Olha, nao5 faz como eu: va5 sem expectativas, Ok?

      Beijo

      13 de outubro de 2016 às 16:57 Responder
  • Senta aí, leitor!

    Estava aqui tentando me lembrar sobre outro livro que li resenha e que tem essa mesma releitura e fui no Google pesquisar, e o A Furia e a Aurora. Quem sabe se voce ler A Furia e a Aurora voce nao curta mais,pois a resenha da garota era apaixonada. E e uma pena as suas expectativas quanto a historia desse livro terem ficado frustradas, e tao ruim quando isso acontece. E quanto a muitos amarem um livro e a gente quebrar a cara e comum,eu vivo quebrando a minha,hahah.Quero conhecer essa historia,mas vou comecar pelo outro livro.
    Bjs

    12 de outubro de 2016 às 05:55 Responder
    • Krisna Carvalho

      Olá, Tudo bem?

      Minhas expectativas foram frustradas justamente porque li A fúria e a aurora antes… como disse na resenha, esperava que me tocasse e emocionasse de maneira semelhante. Infelizmente não aconteceu…

      Beijo

      13 de outubro de 2016 às 16:59 Responder
  • Morgana Brunner

    Oiii Krisna, tudo bem?
    Infelizmente dessa vez a obra em si não despertou muito meu interesse de me deixar com vontade de ler, mas fico imensamente feliz em ver sua empolgação na resenha, isso mostra o quanto gostou e adorei as fotos, mesmo sendo ele em e-book ficaram lindas <3
    Beijos

    12 de outubro de 2016 às 13:08 Responder
  • BelGoes

    Olá, tudo bem?

    Amo os contos das mil e uma noites. Os originais, não essa coisa cor de rosa que vemos atualmente. Pesquisei um pouco sobre o livro e Johnston fez mais uma adaptação do que releitura para o ocidente, pena, os contos são ótimos.

    bjss

    12 de outubro de 2016 às 14:43 Responder
    • Krisna Carvalho

      Bel, estou em busca de uma versão das mil e uma noites. Mas uma versão que não tenha mudanças drásticas ou cortes excessivos. Tens alguma para indicar?

      Beijo

      13 de outubro de 2016 às 17:00 Responder
  • Paula Faria Rodrigues

    Olá, a capa cheia de cores desse livro enche os olhos, me chamou a atenção, sinceramente pela sinopse pensei ser uma releitura das histórias da Sherazade, mas parece uma adaptação que não te animou e empolgou como você esperava. É uma pena não se aprofundar no romance e ser chato de ler, isso me desanimou viu, por isso passo a dica, bjs

    12 de outubro de 2016 às 19:20 Responder
    • Krisna Carvalho

      Olá, Paula!

      Às vezes a dica não empolga mesmo. No caso desse livro, nem eu me empolguei RS

      Beijo

      13 de outubro de 2016 às 17:02 Responder
  • Raíssa - Livros Românticos

    Nossa… se eu não tivesse lido sua resenha tinha comprado o livro só pela capa. Não curto muito releituras, mas essa capa está divina! Enfim… saber que a leitura é cansativa me afasta bastante do livro agora, não tenho paciência mais para enrolação em livro, chiliques e essas coisas…

    Raíssa Nantes

    13 de outubro de 2016 às 12:02 Responder
    • Krisna Carvalho

      Oi, Raíssa!

      Obrigada pela visita. Concordo que às vezes a gente compra pela capa mesmo, faço isso com frequência. A gente se surpreende positivamente, negativamente, Se arrepende, agradece aos deuses literários.. . Sempre depende muito do que o autor desperta em nós, né?

      Nesse aqui, despertou um cadim de sono RS

      Beijos e obrigada pela visita.

      13 de outubro de 2016 às 17:16 Responder
  • Vivianne Sophie

    Olá,

    Li esse livro no mês passado e gostei muito da história. O fato da autora não mencionar o nome dos personagens é ainda mais intrigante e gostei muito de toda a religiosidade envolvida na história. Sem dúvidas é uma excelente leitura para refletir e se encantar. Fico feliz que você também tenha apreciado este livro, sua resenha está excelente.

    Abraços,
    Cá Entre Nós

    13 de outubro de 2016 às 16:49 Responder
  • Michele Lopez

    Olá,
    Fico triste que tenha se desapontado tanto assim com a obra.
    Com certeza eu não iria gostar muito do fato de os personagens não serem identificados, isso realmente não nos aproxima deles. Sem contar que a leitura foi cansativa.
    Já tinha ouvido falar da obra, mas não tinha me animado muito a ler, agora não pretendo mesmo fazê-lo.

    http://leitoradescontrolada.blogspot.com.br/

    13 de outubro de 2016 às 17:47 Responder
  • Carla

    Oie!
    Nossa, é a primeira resenha que leio sobre o livro e agora não sei o que pensar sobre ele. Confesso que esperava mais romance, e já vi que isso não vou ter. Então não vou criar expectativas sobre a leitura.
    Bjks!
    Histórias sem Fim

    15 de outubro de 2016 às 00:48 Responder
  • Ju

    Você não é a primeira pessoa que vejo se decepcionando com a leitura. Não pretendia ler o livro, mas como recebi na malinha do Turista Literário vou acabar lendo, mas vou manter as expectativas bem baixas, quem sabe assim não consigo gostar ao menos um pouco. Acho que vou morrer de agonia com esses personagens sem nome, e não tenho esperanças reais de ser conquistada por essa história principalmente por causa da narrativa cansativa.

    16 de outubro de 2016 às 19:04 Responder
  • Carolina Ramires

    Olá!
    Estou vendo muitas adaptações dessa história original, mas confesso que não me chamam muito a atenção rsrs Que pena que você criou expectativas, acabou se decepcionando e com isso o livro não deu certo para você, por isso vou deixar essa dica de lado, por enquanto.
    Beijos.
    http://arsenaldeideiasblog.wordpress.com/

    16 de outubro de 2016 às 23:53 Responder
  • Mairton Salvattore

    Mesmo sem ler o livro, concordo com você, pela premissa e sua resenha a história é arrastada, e tem elementos de um livro meio chato para ler, acredito que eu abandonaria a leitura logo no inicio.

    17 de outubro de 2016 às 00:32 Responder
  • Gabriela Cerqueira

    Olá, quero muito ler a furia e a aurora, mas com certeza não irei pular para "as mil noites", é realmente horrivel quando uma leitura é arrastada e nos entedia, eu se fosse você não continuaria a leitura, eu simplesmente não consigo levar adiante quando uma leitura não me cativa, poderia estar gastando esse tempo com uma leitura que eu realmente goste, mas fico orgulhosa de você ter conseguido terminar KKK também achei estranho isso dos personagens não terem nomes.

    18 de outubro de 2016 às 13:37 Responder
  • Rafael Botter

    Olá! Pela sua resenha vi que você não curtiu muito, já li outras resenhas desse livro e muitos não gostaram. Mas como sou curioso, vou querer ler pra ter uma segunda opinião, vai que eu acabe gostando hehehe.

    19 de outubro de 2016 às 13:17 Responder
  • Suzzy Chiu

    Hello! Tudo bem?
    Estou curiosa com esse livro desde do seu lançamento.
    Sherazade é uma das melhores personagens femininas e queria muito ler esse.
    Uma pena que o livro foi cansativo, e como assim nao tem nome os personagens?! Ai que coisa chata.
    Bom, ainda quero ler, e ver oq eu acho.
    Beijos.

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    19 de outubro de 2016 às 16:51 Responder
  • Leituras Compartilhadas

    Eu tinha muita vontade de ler esse livro, pois gosto muito das histórias das Mil e uma noites, mas vou confessar que a sua resenha, embora esteja muto boa, jogou-me um balde de água fria. Fiquei com a impressão de que a leitura ficaria aquém das expectativas que tenho. Muito ruim quando temos expectativas e elas não são alcançadas, né? Mas vamos ver, quem sabe leio para tirar as minhas conclusões.

    Tatiana

    19 de outubro de 2016 às 23:30 Responder
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