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Pra Ficar de Olho – Wintersong

Publicado em 28 de agosto de 2017
- Em Inglês, Fantasia, Para ficar de olho, Resenhas, Romance

LIVRO INDICADO ESPECIALMENTE PARA quem quer uma leitura romântica e cheia de beleza com um misto de fantasia e para leitores em transição da adolescência para a fase adulta. Leitura perfeita para quando o mundo parece escuro e opressor demais e você precisa de um livro que traga luz e cor e música para o seu dia.

O que é coragem? Mais do que isso, o que é sacrifício?

Nós crescemos ouvindo histórias. Contos de fadas com princesas e príncipes, heróis de quadrinhos com super poderes e dinheiro, pais e mães e tios e avós que tiveram garra, muita garra, para conseguir o pouco que tinham. Todos nós já escutamos tudo isso. E nelas nós temos diversas demonstrações de coragem, de lutar por aquilo que se quer mesmo que seja praticamente impossível, de continuar caminhando mesmo que o medo habite cada pequeno e grande e ventilado e escondido cômodo dos corações, seja o seu ou de nossos valentes heróis que nos servem de exemplo.

Contudo, você já parou pra pensar no que é coragem? Não a coragem do dicionário, que a define como bravura e senso moral e confiança e força espiritual e perseverança e hombridade ou determinação. Falo na coragem que os dias atuais refletem como chumbo em nossos ombros e que nos é conhecida desde os antigos. A coragem que é necessária nos sacrifícios, sacrifícios esses impostos pela rotina ou pela família ou pelo modo de pensar do grupo em que vivemos. Falo da renuncia, no ato de se render, no processo de decidir entre perder e sacrificar o que você quer ou características que são importantes para quem você é. Porque crescemos ouvindo que coragem é lutar, não desistir jamais, só que poucos nos dizem que há grande coragem em ceder, em se render, em não continuar.

Coragem é passar a vida sentado no escuro com uma vela apagada em mãos, mas ainda assim, com ela inteira e completa e duradoura, ou coragem é acender a vela para apreciar seu cheiro e luz mesmo sabendo que uma hora ela vai acabar?

Qual sacrifício é maior, morrermos por algo ou alguém ou deixarmos que alguma parte de nós, do que somos, morra, para que outra coisa possa viver?

Qual é o sentido de correr, se estamos no caminho errado?

Logo que iniciei a leitura de Wintersong, eu tinha em mente que o maior sacrifício que alguém poderia fazer era doar a sua vida, seja para o quê ou quem fosse. Nas primeiras páginas, em que encontrei uma história bela e cheia de trevas, não achei que essa noção iria se dizimar.

Nossa protagonista Liesl, ou Elisabeth, é a filha do dono de uma pousada. Ela vive com seus pais, um apaixonado pelo violino e outro por cantar; vive com a avó, a trovadora de histórias sobre o rei Goblin e os irmãos, Käthe e Josef, a primeira linda por sua beleza e simpatia e o segundo lindo por tocar violino e ser homem num lugar e numa época em que mulheres servem para pouco, muito pouco, mas este pouco não inclui música. Portanto, Liesl não é a irmã bonita e nem a filha talentosa, apesar de ter dentro de si o talento para fazer a música mais bonita de todas.

Não se esconda […], você merece ser ouvida. O mundo precisa ouvir sua música. Você não pode ser tão egoísta a ponto de mantê-la para si mesma.

Durante as cem primeiras páginas, acreditei que o livro relataria Elisabeth descobrindo a beleza em não ser o que os outros querem que você seja, mas eu me enganei. As quatrocentas e trinta e seis páginas de Wintersong não são sobre como Liesl é inferior e descartável e como ela viveria e morreria sem fazer mais do que os outros esperavam e contavam que ela fizesse. Não. Essas quatrocentas e trinta e seis páginas são sobre como há beleza em todas as muitas facetas feias que temos e sobre como o sacrifício e a coragem podem ser diferentes do que pensamos.

Eu estava muito cansada para lutar. Acima disso, eu não queria mais lutar. Eu queria me render, porque rendição era a maior parte da coragem.

O livro de S. Jae-Jones é, em meus olhos, o conto de fadas que deveríamos ouvir quando jovens, na fase perdida e confusa e por muitas vezes triste que está entre ser adolescente e adulto.

Porque é quando enxergamos a podridão e a escuridão entremeadas no que achávamos certo ou justo ou desejável e mesmo assim temos de nos integrar a esse mundo, um mundo tão nosso, feito do que somos, que nos parece conhecido e desconhecido.

Esteja avisada, Elisabeth. Você pode preferir uma linda mentira à feia verdade.

Porque, neste período, estamos desamparados pelos contos que ouvíramos quando crianças. A Branca de Neve, a Cinderela e a Rapunzel e a Chapeuzinho Vermelho não podem nos ajudar mais, isso se um dia puderam; e pode não parecer nada para alguns, mas é terrivelmente assustador encontrar-se sem o apoio e a segurança daquilo que um dia você acreditou.

– Fé – Minha mãe ri, mas é um som amargo. – Você não pode viver de fé, Liesl. Você não consegue alimentar a sua família com isso.

Não quero focar no romance ou na fábula do rei Goblin, por mais interessante e lindo que eu tenha achado. Quero enaltecer o poder da autora em mostrar quão desamparada e liberta a vida pode ser em algumas situações e que, mesmo assim, Liesl e eu e você e nós podemos aguentar. Quero enaltecer como a escritora, numa ficção fantástica histórica e sem furos, que vai se entrelaçando na verdade com delicadeza, relatou o fato de que muitas vezes nós sacrificamos o que amamos em nós mesmos e como essa atitude, além de triste, é egoísta. Quero enaltecer o modo simples e maravilhoso que a JJ escreveu e tocou, como música aos ouvidos e canção ao espírito, que nós SOMOS mesmo que algumas partes de nós não sejam aceitas ou toleradas ou permitidas por algum senso cego da sociedade. Nós somos, mesmo que sozinhos.

Ele parecia com um garoto, um rapaz, um homem, o que quer que eu precisasse que ele fosse. Ele era brincalhão, sério, interessante, confuso, mas era meu amigo, sempre meu amigo. Era um faz-de-conta, sim, mas mesmo um faz-de-conta era um tipo de crença.

De modo romântico, poderoso e cheio do negrume que há, tanto em contos de fadas como na realidade em que vivemos, Wintersong é como um encanto inesperado, daqueles que nos deixa admirados de modo quase inocente, como se nunca tivéramos visto ou lido ou assistido a algo tão excruciante a ponto de nos deixar desejosos e atordoados por querermos que fosse real. Há livros que são pinturas pinceladas de cores fortes e suaves e momentos amargos e doces, com aquarelas de personagens inesquecíveis e vislumbres de verdades dolorosas e feias aqui e acolá. Sim, alguns livros são as mais belas pinturas, porém se o tom viciante e os instrumentos caóticos e melodiosos e as letras e palavras e versos permitem-me dizer, Wintersong é a mais bela canção em páginas que já ouvi.

E palavreando um trecho desta obra de arte em que o maestro é nada mais nada menos que o seu coração, a beleza deste livro machuca, mas é a dor que o torna bonito.


Título: Wintersong
Autora: S. Jae-Jones
Lançamento: 2017
Editora: Thomas Dunne
Páginas: 436
Sinopse: Obscuro, romântico e inesquecível, é uma história coming-of-age fantástica para fãs de Labyrinth e The Darkest Part of the Forest.

Bem abaixo em seu aterrorizante reino no submundo, o frio e ameaçador Rei Globin lança uma sombra na Liesl de dezenove anos. A avó dela sempre a avisou para seguir as leis antigas pois em todos os anos na mais longa noite de inverno, ela afirma, o Rei Globin emergirá no mundo dos despertos à procura de sua noiva eterna. Sensata e simples, Liesl sabe que é seu dever manter sua linda irmã Käthe livre de perigo. Mas Liesl encontra refúgio em sua cativante e selvagem música, composta em segredo em honra ao misterioso Rei Goblin.

Quando Käthe é seqüestrada pelo Rei, Liesl sabe que deve pôr de lado as fantasias de criança na jornada para o Submundo e salvá-la. Puxada pelo belo e estranho mundo, ela encontra o misterioso homem que o governa e se vê diante de uma escolha impossível. Com o tempo e as leis antigas trabalhando contra ela, Liesl tem de descobrir quem ela realmente é antes de seu destino ser selado.

Se passando na virada do século 19, quando jovens compositores como Beethoven estavam sempre alterando o som da música, a estreia ricamente feita de S. Jae-Jones é um conto fascinante de música, amor, irmandade e sobre a busca das jovens mulheres pela autorrealização.

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20 Comentários

  • Cristiane Dornelas ➗ (@crisdornelassil)

    Que livro legal esse parece ser! Adorei a dica *-*
    Tenho meu fraco por contos de fadas e coisas assim, fábulas, fantasias e etc. Que fale de música e arte também me deixa curiosa.
    Ver uma história que tenha tantos sentimentos e tanta coisa legal sendo explorada é algo que chama atenção. Que fale tanto sobre coragem e sacrifícios, sobre a beleza encontrada nas nossas piores facetas e que o mundo não é só preto e branco, é cinza e confuso e o certo e o errado são linhas tênues… A gente demora muito pra aprender isso e os contos de fadas infantis mostram tanto desse negócio….seria legal poder ter algo que fale como a vida é feia e linda ao mesmo tempo não é? Complicada e complexa…Crescer com algo assim nos ajudando a amadurecer, a ver como a vida é estranha e bonita ao mesmo tempo, que nós temos muito dentro de nós que pode soar errado para alguns mas é certo pra gente ou só é o que é…sei lá, me fez pensar em muitas coisas agora.
    Ver a Elisabeth descobrindo quem é, se livrando dessas ideias de ser o que os outros querem que ela seja, a jornada dela e tudo isso deve ser impactante. Gosto de ver umas coisas assim e a trama parece ter tanto pra mostrar, tantos sentimentos e coisas pra pensar que no fim das contas ultrapassa a graça de uma simples história. Parece ser uma lição em forma de livro. Chamou muito a minha atenção.

    28 de agosto de 2017 às 12:45 Responder
    • Layla Magalhães

      Cris! Que comentário lindo! E é mesmo uma lição em forma de livro.
      Eu estou mais ou menos na fase em que a protagonista se encontra, já que tenho vinte anos, e o impacto dessa leitura, desse conto de fadas mais verdadeiro e maduro foi gigante. Eu chorei, ri, refleti sobre muitas e muitas coisas e gostaria de verdade que mais pessoas pudessem ser atingidas com a profundidade dessa leitura, como eu fui. Espero que ele seja lançado aqui e que você leia e ame e reflita e passe essa história e indicação pra frente. É maravilhoso e merece que mais pessoas o conheçam.
      Beijos e obrigada por me deixar saber o que você achou e refletiu, Cris. Seu comentário foi um presente! Obrigada.

      29 de agosto de 2017 às 17:03 Responder
  • Lili Aragão

    Gostei Layla que vc já cmeçou indicando um livro de premissa interessante, capa linda e descrito como “um livro que traga luz e cor e música para o seu dia”, impossível não se interessar 🙂 A resenha apresenta a história de forma poética e bela e fiquei bem curiosa pra ler e me encantar também, mesmo não fazendo parte do público alvo, que parece ser mais jovem, mas gosto de histórias que envolvem fantasia e assim gostei de tudo 😉

    28 de agosto de 2017 às 17:35 Responder
    • Layla Magalhães

      Oi, L! Fico feliz em te ver por aqui.
      Então, é recomendado pra fase de transição entre a adolescência e a adulta, mas a protagonista tem quase vinte e as reflexões são muito maduras. Super indico que você leia mesmo assim, se tiver a chance.
      A fantasia, musicalidade, o fato de se passar numa época diferente, tudo isso contribui muito pra beleza da história, e garanto que se ele for lançado aqui, fará muito sucesso.
      Beijos e obrigada pelo comentário, L!

      29 de agosto de 2017 às 17:00 Responder
  • Bruna Bento

    que capa linda! as fotos ficaram ótimas tbm!
    a sinopse me atraiu, mas fiquei com um pouco de receio de ser mto clichê, quase beirando a auto-ajuda…
    a liesl parece lgl, tenho uma quedinha sempre por personagens “renegados”
    o Pra Ficar de Olho começou bem bacana ja, keep on going 🙂

    28 de agosto de 2017 às 20:29 Responder
    • Layla Magalhães

      Obrigaaadaa, B! Fico imensamente feliz que você tenha gostado.
      Eu, no começo, achei que poderia ser clichê, e alguns detalhes verdadeiramente são. O fato da protagonista não ser bonita e isso gerar insegurança e o par romântico dela não achá-la feia, etc etc. PORÉM, é com alegria que digo que o clichê termina aí. Quanto a sua preocupação de ser quase auto-ajuda, não esquente a cabeça. É um livro representativo que merece muitos elogios por mostrar a luta da nossa protagonista em querer adentrar um ramo conquistado e dominado por homens, o que é muito inspirador e não tão divergente ao que vivemos hoje.
      Espero que mesmo com suas ressalvas, caso o livro seja lançado aqui você o leia. Fiquei sabendo ultimamente que ele terá uma continuação e aposto que essa impressão de clichê será destruida aos pedacinhos.
      Beijos e obrigada pelo comentário! Espero que as próximas indicações te agradem também.

      29 de agosto de 2017 às 16:57 Responder
  • Ludyanne Carvalho

    Aaaaaaaaaah!
    Eu quero, eu preciso, eu necessito deste livro! Estou emocionada com esta resenha, que linda… Amei cada linha, imagina quando eu tiver a oportunidade de ler… Vou amar cada palavra.
    A capa é maravilhosa!!!
    Nem sei o que dizer deste livro que nem conheço mas já amo tanto. Aaah! Obrigada por mostrar essa obra, agora é esperar ser lançado por aqui.
    Melhor resenha que já li na vida! 👏👏👏

    28 de agosto de 2017 às 21:35 Responder
    • Layla Magalhães

      L!!!!! Que comentário maravilhoso! Não sei nem como responder uma lindeza dessa. Quero até enquadrá-lo haha.
      Fico muito muito muito feliz que você tenha gostado da premissa do livro, da capa que é realmente incrivel e da minha humilde resenha <3 torço com você para que Wintersong seja lançado aqui, e LOGO! É bom demais.
      Eu que agradeço por você ter tomado um tempinho pra ler minha resenha e sinta-se abraçada! É muito importante para mim saber que você gostou, já que escrever resenhas é uma das coisas mais difíceis que costumo fazer.
      Obrigada. De coração. Mil vezes obrigada.

      29 de agosto de 2017 às 16:52 Responder
      • Ludyanne Carvalho

        Amei mesmo. E eu que agradeço… Apesar da dificuldade, você escreve maravilhosamente bem.
        Abraços!

        P.S. Que venha Wintersong

        29 de agosto de 2017 às 21:52 Responder
  • Alison de Jesus

    Olá, além de contar com uma belíssima capa, a trama faz com que enxergamos os contos de fadas da vida real, adaptando-os à nossa realidade. Espero que chegue por aqui logo. Beijos.

    29 de agosto de 2017 às 18:34 Responder
    • Layla Magalhães

      Oi, A!
      É uma realidade fantasiosa mesmo, e de uma capa de babar! Espero que chegue logo também, bora torcer juntos.
      Beijooooo

      29 de agosto de 2017 às 19:50 Responder
  • Hérica Lima

    Sua resenha ficou maravilhosa, fiquei até emocionada!
    Como é bom achar um livro bem fofo, inspirador e que nos deixe feliz tudo ao mesmo tempo!
    Gostei bastante da história e já quero ler agora mesmo, quem não ama um bom conto de fadas? Eu ouvia muito quando era criança.
    Mesmo esse livro sendo mais para o publico jovem, deve ser também o tipo de livro que todos podem ler para sonhar mais um pouco.

    29 de agosto de 2017 às 19:41 Responder
    • Layla Magalhães

      Obrigada, Hérica! Você é uma querida.
      Fico muito feliz que tenha gostado da resenha, de coração. E é esse exato tipo de livro, até porque nos inspira a vencer as adversidades e nunca desistir de nossos sonhos. Quem não precisa de uma dose de ânimo dessas, ainda mais nos dias de hoje?
      Beijos e espero que, se esse livro for lançado aqui (tomara!) você possa lê-lo e amá-lo como eu amei!

      29 de agosto de 2017 às 19:52 Responder
  • Pamela Mendes

    Eu não conhecia esse livro, mas já fiquei com bastante vontade de ler ele!! Achei muito legal o livro falar de aceitação, coragem, e que ótima mensagem que a autora passa! Esse livro realmente deveria ter sido o conto de fadas que ouvimos quando criança. A história desse livro parece ser muito boa, e acho que esse é o tipo de livro que deveria ser lido por todos! Fiquei muito interessada nele. Amei sua resenha <3
    Bjss ^^

    29 de agosto de 2017 às 21:38 Responder
    • Layla Magalhães

      Oi P!
      Que bom que você se interessou, fico contente. Ele seria o conto de fadas ideal mesmo, e passa uma inspiração mais madura do que os outros.
      E obrigada! Fico muito muito muito feliz por você ter gostado.
      Beijos grandes <3

      30 de agosto de 2017 às 15:25 Responder
  • Marta Izabel

    Oi, Layla!!
    Que indicação fantástica, gostei muito da premissa da estória que retrata os contos de fadas de maneira mais realista e menos fantasiosa para o lado real da vida. Sem dúvida essa estória não é só perfeita e maravilhosa!! Certamente é uma ótima indicação de leitura!!
    Bjoss

    31 de agosto de 2017 às 00:59 Responder
    • Layla Magalhães

      Oi, M!

      Fico contente que você tenha gostado. A retratação não é mais realista, contudo, é mais adequada ao âmbito adulto e de realidade conturbada que vivemos, sabe? E, como um conto de fadas para jovens adultos,é algo em que se apoiar em tempos difíceis.

      Beijos e espero que um dia você tenha a chance de lê-lo!

      1 de setembro de 2017 às 18:52 Responder
  • Isabela Carvalho

    Olá Layla 😉
    Não conhecia o livro ainda, mas como amo um bom romance que se mistura com fantasia, fiquei super interessada em ler Wintersong!
    A última fantasia que eu li e me prendeu demais foi a série Crônicas de Amor e Ódio, e fiquei com uma ressaca literária quando terminei… espero que Wintersong consiga me tirar dela haha
    Realmente pelos seus comentários parece um livro que expõe o leitor a fortes emoções, e adorei os temas que são abordados, como a coragem e o amor.
    Enfim, adorei sua dica e me interessei demais em ler!
    Bjos

    31 de agosto de 2017 às 18:57 Responder
    • Layla Magalhães

      Oi, Isa!

      Ainda não tive chance de ler essa série, apesar da vontade. Ouvi opiniões boas, mas muitas ruins, e fiquei meio em dúvida, sabe?

      Fico contente que você tenha gostado e espero que você tenha a chance de ler, porque vale muito a pena!

      Beijos grandes

      1 de setembro de 2017 às 18:54 Responder

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