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O que achei de Effie Gray

Publicado em 1 de julho de 2017
- Adaptação, Filmes, Netflix, Romance Histórico

 FILME INDICADO ESPECIALMENTE PARA quem gosta de romance histórico, para quem curte narrativas com personagens fortes e empoderadas e para quem aprecia obras baseadas em fatos reais.

Posso dizer sem sombras de dúvidas que Effie Gray me surpreendeu durante todos os minutos do filme. Um filme arrasador, empoderador e um tapa na cara da sociedade. O melhor de tudo é saber que o filme é a adaptação de uma história real, de como Effie Gray chocou uma Inglaterra do século XIX, patriarcal e puritana, ao ser a primeira mulher a conseguir uma anulação (se divorciar) do seu casamento miserável.

Estrelado por Dakota Fanning, que interpreta seu papel lindamente como Effie, “co-estrelado” e escrito por Emma Thompson, e dirigido por Richard Laxton, o filme se tornou uma produção perfeita para aquelas tardes preguiçosas de chuva, e instigante para qualquer mulher que o assista.
Effie Gray conheceu seu futuro marido aos 12 anos, John Ruskin era escritor e um grande crítico da arte, tinha 21 anos quando conheceu Effie. Em 1848, Effie em seus 20 anos casa com John por quem está perdidamente apaixonada, e acredita ter seus sentimentos correspondidos com a mesma força pelo marido. Effie tem toda uma imagem de como a vida de ambos será perfeita quando saírem da Escócia rural, local onde se conheceram, ao fazerem a mudança para a sofisticada Londres.
Porém nada sai como Effie imaginava, ao descobrir que seu marido é um homem que prefere viver sendo acobertado e controlado pelos pais. A protagonista se vê em uma jaula de ouro, sem poder viver, se tornando infeliz com passar dos dias e tendo que se submeter a todas as críticas e maldades dos sogros.
Sendo ignorada pelo marido, que não consuma o casamento por ter nojo do corpo de Effie, além de não demonstrar nenhum afeto por ela, a personagem acaba sendo arrastada para um poço de depressão, sentindo-se presa e sem qualquer utilidade e perspectiva de felicidade.

Foi triste ver como uma mulher com tanto amor pela vida e paixão pelas coisas ao seu redor entra em profunda depressão e perde todo seu brilho, mais triste ainda é saber que esse cenário é bem comum até hoje. Mulheres que engolem sua personalidade e que se moldam para atender a determinadas expectativas do marido, passando toda vida dessa forma, sendo reprimidas e oprimidas.

Effie, porém, se decide por um destino diferente da infelicidade iminente, e toma a decisão que não apenas choca seu marido inútil e seus sogros cruéis, como toda a Inglaterra. Anulação de casamento era algo que nenhuma mulher, por mais infeliz e oprimida que fosse, considerava realmente por em prática no séc. 19. Effie ter essa iniciativa com certeza foi o pontapé inicial para tantas outras tomarem uma atitude semelhante, ou então para no mínimo abrir os olhos de outras mulheres sobre  possibilidades diferentes de viver uma vida infeliz. Apesar da depressão e do limbo em que se encontra, Effie consegue se apaixonar novamente, e futuramente se casar e viver feliz com o homem que escolhe amar. Dessa vez tendo seus sentimentos plenamente correspondidos.
O filme não mostrou tanto a reação da sociedade quanto à decisão de Effie, que com certeza deve ter passado por algumas humilhações na época. O filme se concentra mais em seu casamento, em sua depressão e como a personagem consegue superar tudo.
Minhas impressões quanto aos figurinos,que já esperava algo bonito, foram correspondidas e me apaixonei absolutamente pelos trajes que a produção escolheu. Os detalhes das bainhas, dos corpetes, e dos tecidos maravilhosos, me encantaram.
Effie Gray, assim como Frida, Erin Brockovich, Katherine G. Johnson, Waris Dirie e tantas outras mulheres que lutaram pelos seus direitos e felicidade, foi adicionada a minha lista de indicações sobre filmes e histórias que envolvem o empoderamento feminino.

Filme: Effie Gray – Uma paixão reprimida
Direção: Richard Laxton
Roteiro: Emma Thompson 
Ano de Produção: 2016 
Gênero: Drama/Biografia
Duração: 1h49min
Sinopse: Uma história de arte, sexo e intriga. O triângulo amoroso entre o crítico de arte John Ruskin (Greg Wise), sua mulher adolescente Euphemia “Effie” Gray (Dakota Fanning) e o artista pré-rafaelita John Everett Millais (Tom Sturridge) foi um escândalo sexual, que abalou a sociedade inglesa do século XIX.

 

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17 Comentários

  • Lili Aragão

    Oi Gabi, tô sempre procurando dicas de romances de época pra assistir e curti muito a critica desse filme, vou procurar pra assistir com certeza 😉

    1 de julho de 2017 às 12:06 Responder
  • Karoliny Morais

    Olá Gabriella,
    Estou encantado com esta história, com certeza vou ver este filme .
    Imaginar que uma pessoa passou por tudo isso dói o coração .
    E não foi só ela foram várias ao longo das épocas .
    Obrigada pela a dica vou ver ela em breve .
    Bjus Karol

    1 de julho de 2017 às 12:19 Responder
  • Marta Izabel

    Oi, Gabi!!
    Gostei bastante da indicação do filme. Não conhecia mas achei bem interessante a premissa dele. Agora quero muito assistir esse filme.
    Bjoss

    1 de julho de 2017 às 22:57 Responder
  • Aichha Carolina Pereira

    Oi Gabi,
    Adoro a interpretação da Dakota. Amei a dica, principalmente por se tratar de uma mulher muito a frente do seu tempo. Mesmo com a depressão ela luta pelo que quer e seus ideais.
    Beijos

    1 de julho de 2017 às 23:01 Responder
  • Cristiane Dornelas

    Esse filme! Gente do céu, queria muito ver. A história parece incrível.
    Tem uma história triste por tudo que ela teve que passar e só imagino como foi porque nesses tempos e as decisões que tomou….não deve ter sido fácil. Acho que iria gostar muito de assistir por essas coisas que mostra, a época e como a personagem se sente…esse tipo de história acaba me chamando atenção.
    Agora é arrumar um tempo e um jeito de ver né. Mas queria.

    3 de julho de 2017 às 00:46 Responder
  • Ludyanne Carvalho

    Nossa, eu preciso ficar mais antenada nos blogs; são tantas indicações de livros e filmes maravilhosos…
    Primeiramente, Dakota é uma atriz sensacional. 👏👏👏
    Gosto muito de filmes/livros baseados em histórias reais. Me emocionam muito mais pelo fato de ter a certeza que aquela história de fato existiu.
    Mas nesse momento, sinto um orgulho imenso por Effie (que mal conheço), que coragem! Enfrentar a sociedade daquela época mesmo estando em um momemto emocional nada estável e sair vitoriosa, poxa, que orgulho! 👏👏👏👏
    Sua resenha me emocionou.

    5 de julho de 2017 às 00:54 Responder
  • Lana Silva

    Que intenso este filme, também não o conhecia e me surpreendi em todos os sentidos, principalmente por esta temática. Outro ponto, e que como você citou pode até parecer algo do passado, porém e ainda muito vivido e atual, mulheres felizes, mas que após seus relacionamentos acabam tendo de engolir suas próprias personalidades e acabam tendo de ser definida pela sociedade. Já quero assistir este filme.

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    5 de julho de 2017 às 12:21 Responder
  • Carolina Oliveira

    Eu adoro a Dakota, só por ela ser a protagonista já era motivo suficiente pra eu querer assistir o filme. Mas dps de ler a resenha e saber um pouco mais do filme vou assistir o mais depressa possível. Adoro filmes que retratam o empoderamento feminino e é triste pensarmos que tanto tempo dps há mulheres que sofrem o msm que a Effie sofreu :/

    5 de julho de 2017 às 15:10 Responder
  • raquel rodrigues

    que filme !!! hahaha, adorei, é um filme arrebatante, eu adoro filmes assim, que mostrem a força da mulher, mesmo quando tudo esta caido, que retratam o empoderamento feminino, acho que ainda hoje meio que existem mulheres assim, com esse tipo de pensamento, de não se divorciar e etc, mas adorei Effie, que mesmo com depressão não desistiu da sua felicidade. com certeza vou assistir !!

    6 de julho de 2017 às 03:43 Responder
  • Luíza Fried

    Nossa, a Dakota ficou bem diferente com esse cabelo, mais bonita, pode ser sempre Effie se quiser Dakota. Não fiquei sabendo sobre esse filme, adorei a história, é super importante buscarmos exemplos assim nas arte tanto cinematográficas quanto literárias, estamos fazendo um favor a nós mesmas! Anotei o nome pra assistir depois!

    6 de julho de 2017 às 16:08 Responder
  • Alison de Jesus

    Olá, não conhecia a obra, mas como a mesma fala sobre empoderamento já me interessei. Dificilmente as adaptações conseguem manter total fidelidade, mas os pontos importantes foram mantidos e o longa passa a sua mensagem de forma clara. Beijos.

    6 de julho de 2017 às 19:31 Responder
  • Herica Lima

    Que filme empoderador! Amo ver filmes de época e ainda mais esse que tem uma reflexão no final! deve ter sido bem ruim antigamente, quando as mulheres eram submissas aos homens e tinha que aguentar tudo calada.
    Adorei a resenha e super quero assistir!

    8 de julho de 2017 às 22:15 Responder
  • pamela mendes

    Nossa, que filme é esse! Eu não conhecia esse filme, mas fiquei com muita vontade de assistir (e já vou até procurar pra assistir hoje ainda). Eu gosto muito de histórias de época, seja livro ou filme. E já fiquei imaginando quanto a Effie sofreu, e quanto ela deve ter chocado a população com essa decisão. Com certeza é uma história muito boa, e espero gostar também =)
    Bjss ^^

    9 de julho de 2017 às 18:32 Responder
  • Gabriela Souza

    Oi! adorei a proposta do filme! Merece com certeza ser visto e recomendado! Amo ver filmes com protagonistas fortes. Que bom que Effie toma a decisão certa e no fim encontra alguém que ame ela de verdade! Beijoss

    13 de julho de 2017 às 19:19 Responder
  • Bruna Bento

    meu Deeeeus! Eu já queria assistir esse filme pois Dakota Fanning <3 Mas agora quero mais ainda! Eu nao sabia que ela tinha sido a primeira mulher a conseguir anulação do casamento! Amei! Adorei! Achei tudo! haha
    E caramba, nao sabia que era uma adaptação literaria! Quantas coisas descobri nesse post 😛
    Ansiosa pelos figurinos tbm!

    20 de julho de 2017 às 03:29 Responder
  • Daniele Amorin

    Oii Gabriela, estou gostando das indicações de filmes aqui do blog, realmente é o que mais estou precisando no momento, pois só ando assistindo ciladas kkk

    Que legal a história, interessantíssimo ser sobre a primeira anulação de casamento feita por uma mulher, e nossa, como deve ter sido uma mulher louvável e corajosa essa hein, enfrentando tantas barreiras da época e dando a cara a tapa mesmo, decidiu pela sua felicidade, realmente inspirador! Quero muito assistir, e gostei da escolha da atriz p/ protagonizar, a Dakota é muito talentosa o/

    A única coisa que não gostei, que você menciona, é que não é retratado muito a fundo a reação da sociedade perante a essa atitude, realmente acho que seria legal trabalhar isso, mesmo nós já imaginando qual será :/

    Ótima dica, abraçosss

    22 de julho de 2017 às 02:06 Responder
  • Isabela Carvalho

    Oi Gabi 😉
    Não conhecia o filme ainda, mas só por ter a Dakota nele deve ser excepcional *-*
    A história da Effie parece ser bem tocante, acho que vou me emocionar com o filme!
    Adoro filmes de época, então sempre presto atenção nos figurinos e tal, então só em você dizer que se apaixonou pelos trajes já me deixa com mais vontade ainda de ver o filme logo!
    Já coloquei ele na minha listinha pra ver, assim que arranjar um tempo vou assistir 😉
    Bjos

    31 de julho de 2017 às 14:28 Responder
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