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O que achei de – A Garota no Trem

Publicado em 4 de novembro de 2016
- Adaptação, Cinema, Filmes


Assim como Gone Girl (Garota Exemplar), A Garota no Trem fez minha mente trabalhar desde os primeiros takes. O tipo de adaptação que me arrependi amargamente de não ter lido o livro. Quando o exemplar foi o lançado no exterior o murmurinho a respeito dele foi tão grande, que acabou causando o efeito inverso em mim, não fiquei com tanta vontade de ler. Fui deixando para depois e depois até que o filme lançou e me vi na sala de cinema tendo um seria discussão comigo mesma por não ter lido o bendito. A trama é elétrica e envolvente, tirou meu fôlego em tantas ocasiões que perdi a conta. Minha cabeça girou com várias possibilidades e prevendo um possível desfecho.

Rachel, a personagem principal, é do tipo que desperta sentimentos contraditórios, me peguei querendo chacoalhá-la e aninhá-la nos meus braços, ela merecia palmadas e afagos. Todos os dias ao voltar para casa no trem, Rachel observa a vida das pessoas pela sua janela, duas em especial. Enquanto sua vida está estagnada e sua depressão a sufocando, Rachel se vê obcecada pela vida dessas pessoas que tanto a fascina.

Não sei como seria a leitura do livro, mas garanto que se o filme foi intenso, posso apenas imaginar o sufoco que ia passar lendo o livro. A Rachel não é uma personagem fácil de ler sobre, a vemos cavar sua própria cova, indo parar no fundo do poço. Fiquei tão aflita com as decisões que ela tomava que acho que se tivesse lido livro provavelmente pularia algumas páginas apenas para a conferir o resultado das péssimas escolhas.

A interpretação da Emily Blunt, como Rachel, foi maravilhosa! Sempre sou surpreendida pela atriz, dessa vez para mim ela simplesmente se superou. Conseguiu passar toda a intensidade de uma personagem problemática e desequilibrada. Em uma determinada cena, sua interpretação ergueu todos os pelinhos dos meus braços de tão real que foi. Arrasou demais.

A outra atriz que me deixou de boca aberta foi a Haley Bennet, que interpreta a Megan. MEU DEUS, a mulher é puro sex appel, a atriz passou uma mistura de ingenuidade e malícia que casaram perfeitamente com a personagem. Gravem esse nome, tenho certeza que ainda veremos essa com alguma indicação no Oscar. Portanto, Megan e Ana, são personagens chaves que complementam a trama, e que genialmente no filme também podemos acompanhar o ponto de vista delas.

Quanto a produção do filme, não posso deixar de destacar a fotografia, o modo que a filmagem foi feita me remeteu muitas vezes à Inglaterra, o que faz total sentindo, já que o livro se passa na terra da Rainha, e o filme infelizmente nos EUA. Então acho que foi proposital alguns cenários lembrarem tanto Londres e arredores. Não deixem de conferir esse thriller psicológico de pirar a cabeça, e se preparem para fortes emoções.


Filme: A garota no trem
Direção: Tate Taylor
Lançamento: 2016
Gênero: Thriller
Classificação etária: Não recomendado para menores de 14 anos
Duração: 1 h 53 min
Sinopse: Rachel (Emily Blunt), uma alcoólatra desempregada e deprimida, sofre pelo seu divórcio recente. Todas as manhãs ela viaja de trem de Ashbury a Londres, fantasiando sobre a vida de um jovem casal que vigia pela janela. Certo dia ela testemunha uma cena chocante e mais tarde descobre que a mulher está desaparecida. Inquieta, Rachel recorre a polícia e se vê completamente envolvida no mistério.

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