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O que achei de – Goblin: The Lonely and Great God

Publicado em 6 de abril de 2017
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 K-Drama: Goblin
| Título Original: 쓸쓸하고 찬란하神-도깨비 | Direção: Lee Eung Bok | Lançamento: 12/16 | Emissora: tvN | Episódios: 16

E aí pessoal, tudo bem
com vocês? Então, a dica de hoje não
é de um livro ou filme, e sim de um seriado coreano.  Quem acompanha nossa page sabe que sou louca
por esses dramas coreanos. Eles são curtinhos, mas extremamente viciantes! Geralmente
esses seriados são formados por apenas uma temporada, com o número de episódios
variando de 16 a 20, e justamente por possuir poucos episódios eles têm duração de 1h e alguns quebrados. Para quem nunca assistiu
a um drama coreano, mas está com vontade de arriscar em alguma coisa diferente,
preciso alertá-los quanto a uns detalhes.


Preparem-se  para episódios
recheados de drama, que provavelmente irão deixá-los sem dormir direito. Preparem-se
para dar adeus a vida social no período em que estiverem assistindo ao drama, e
estejam preparados para se pegarem arriscando no coreano com o passar dos episódios.
Depois de algumas séries vocês irão adicionar o coreano como uma segunda língua
no currículo. Bom, pelo menos vocês irão achar que sabem tudo da língua.
Fora tudo isso, vai
surgir também a vontade de guardar dinheiro para conhecer a Coreia. Comigo essa
vontade aparece toda vez que termino um drama, rsrs. Vocês vão pirar nas
coisinhas fofas de papelaria que provavelmente só encontrarão por lá…Ok,
pode ser que a gente encontre algumas dessas coisinhas na Daiso Japan também, rsrs.
Pronto, agora que todos
foram devidamente alertados, está na hora de falar um pouco sobre o último drama
que conquistou meu coração: Goblin – The Lonely
and Great God.

A série conta a história
de um homem que séculos atrás era considerado um grande guerreiro, mas que
para pagar por seus pecados foi transformado em Goblin, e agora terá que viver
durante toda a eternidade vendo todas as pessoas que ama morrerem. Porém,
existe um detalhe na maldição do Goblin, se ele encontrar sua noiva, apenas ela
poderá ver e tirar a espada incrustada no seu peito, quando isso acontecer ele
finalmente poderá morrer.
Mas o que acontece quando
a noiva aparece como uma garota anos mais nova que não faz nem ideia da
maldição que a circula, e o nosso Goblin e ela acabam completamente apaixonados
um pelo outro? Isso mesmo que você pensou! Rios de drama e, claro, como todo bom
seriado coreano, muitas risadas também!

Fazia muito tempo que não
assistia a um drama com uma pegada de fantasia, o Goblin foi tudo o que poderia
querer em drama com esse gênero, além do romance lindo entre os protagonistas.
Por falar nos
protagonistas, os atores escolhidos foram excelentes! Principalmente o Gong
Yoo, um ator que amo que interpretou bem demais, nosso Goblin solitário e incrível.
Quando ele ria dava vontade de rir junto, quando chorava também queria chorar
junto, e se ele fazia alguma estupidez queria está lá só para fazer essa
estupidez ao lado dele.
A noiva do Goblin, Ji Eun
Tak, foi interpretada por uma atriz que ainda não conhecia, mas que surpreendeu
por interpretar uma personagem tão sofrida, mas ao mesmo tempo tão forte e
meiga.
Porém, depois do nosso
protagonista queridinho, quem roubou a cena foi o Ceifador, que por anos tenta
coletar a vida da noiva do Goblin, e que ironicamente acaba indo morar com o próprio
Goblin. 

Apesar da tarefa horrível
do Ceifador, ele é um dos personagens mais engraçados ever! Ele e o Goblin
vivem se pegando como cão e gato, a interação entre eles acabou se tornando,
para mim, um dos momentos mais esperados nos episódios.
Além dos personagens
serem ótimos, da trama nos fisgar do começo ao fim, também somos presenteados
com cenários lindos e uma produção que encanta.
Então, se nunca
assistiram a nenhum drama coreano, talvez seja a hora de arriscar. Se já conhecem esse
mundo viciante, mas ainda não assistiram Goblin
– The Lonely and Great God
, por favor, não percam mais tempo e assistam um
dos melhores dramas de 2016. Ah, para assistir a todos
os episódios legendados basta acessar o DramaFever. 😉

Capa e sinopse:

Nos tempos antigos, Kim Shin era um general
invencível, mas o jovem rei tinha ciúmes de sua grandiosidade e o mata.
Kim Shin se torna um Dokkaebi (Goblin), sendo agora imortal. A princípio
ele pensa que isso é uma benção, mas logo descobre que na verdade é uma
maldição. Kim Shin tem esperado 900 anos por uma noiva que vai acabar
com a maldição.
Em uma noite, Kim Shin salva uma mulher grávida que estava destinada a
morrer. A bebê é chamada de Ji Eun Tak e quando ela completa 9 anos, sua
mãe morre. A menina vê fantasmas e conversa com eles constantemente.
Nos dias atuais, Eun Tak é uma estudante do ensino médio, e escuta dos
fantasmas que ela é a noiva do Goblin. Enquanto isso, Kim Shin conhece
um Ceifador e coincidentemente acabam morando na mesma casa.

Clube do livro Grupo Autêntica – Graphic Novel

Publicado em 5 de abril de 2017
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Olá,
pessoal! Tudo bem?
Hoje
trago informações sobre um evento super bacana que aconteceu no dia 31/03/17,
aqui em Campinas-SP. O Grupo Autêntica está realizando desde o ano passado, em
diversas cidades do país, um clube do livro bem interessante. Os livros
escolhidos para debate no encontro, que acontece mensalmente, podem ser de
qualquer um dos selos da editora, então o leitor tem oportunidade de transitar
entre diversos estilos literários, assim como conhecer ainda mais as
publicações da Nemo, Gutenberg, Autêntica e Vestígio.

 A
graphic novel que discutimos agora em março rendeu uma conversa animadíssima
sobre temas diversos.  Frida Kahlo: para que preciso de pés quando
tenho asas para voar?
é o tipo de obra que desperta opiniões distintas e suscita
um diálogo que vai desde o cenário político comunista da década de 30, até
questões que envolvem machismo e igualdade de gêneros nos tempos atuais. Além
disso, foi possível conhecer um pouco mais sobre questões da própria Frida, com
uma troca de informações que nos permitiu ir muito além do que foi abordado no
livro.
Se
tudo tivesse se resumido a uma reunião entre leitores que queriam discutir uma
leitura recente, já teria valido a pena. Mas esse tipo de encontro promove uma
interação que é muito especial para quem está inserido no mundo literário, e
vai além de falar sobre as impressões de um único livro. Conversamos sobre
diversas publicações do Grupo Autêntica e a partir disso pudemos conhecer um
pouco mais sobre a essência de cada livro escolhido para ocupar um lugar
especial na estande do leitor. Confesso que não sabia sobre alguns livros
específicos, principalmente alguns quadrinhos apresentados, e saí de lá morrendo
de vontade de ler cada um deles.

O
encontro aconteceu em um espaço da Livraria Cultura, localizada no Shopping
Iguatemi Campinas. Com um clima descontraído em meio a livros e chocolates, nossa
reunião rendeu conversas super instrutivas e divertidas. No final, ainda
tivemos sorteio de livros e marcadores, o que fechou o evento com chave de
ouro.
A graphic novel Frida Kahlo: para que preciso de pés quando
tenho asas para voar?
será resenhada em breve aqui no blog. Todo mundo vê formigas é o livro escolhido para o próximo encontro. Vocês podem ter acesso a sinopse clicando AQUI.  Ah, não sabe se na sua cidade acontece o clube, ou tem
interesse em obter maiores informações? Basta acessar o Grupo no Facebook ou o
Intagram 😉
Algumas fotos do evento:

Beijos
e até o próximo evento!

Top Comentarista de Abril + Resultado de Março

Publicado em 5 de abril de 2017
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Olá, pessoal!

O top deste mês é tão, tão, mas tão especial que eu quero ele todo pra mim!

A Thousand Boy Kisses foi um dos melhores livros que li no ano passado.  Ele já foi até resenhado pela Gabi, aqui para o blog (Bem aqui). Vi pessoas chorando enlouquecidas antes, durante e depois da leitura. Confesso que faço parte do grupo que amou tanto o livro, que implorou para que editoras trouxessem a obra para o Brasil.
A Outro Planeta atendeu aos pedidos e agora em Abril o livro chegará nas livrarias e estantes pelo país afora.  Como não podia deixar de ser, este lançamento será o prêmio do nosso Top Comentarista agora de abril. O que acham?

Abaixo capa e sinopse:

 Um
beijo dura um instante. Mas mil beijos podem durar uma vida inteira. Um
garoto. Uma garota. Um vínculo que é definido num momento e se prolonga
por uma década. Um vínculo que nem o tempo nem a distância podem
romper. Um vínculo que vai durar para sempre. Ao menos era o que eles
imaginavam. Quando, aos dezessete anos, Rune Kristiansen retorna da
Noruega para o lugar onde passou a infância – a cidade americana de
Blossom Grove, na Geórgia –, ele só tem uma coisa em mente: reencontrar
Poppy Litchfield, a garota que era sua cara-metade e que tinha prometido
esperar fielmente por seu retorno. E ele quer descobrir por que, nos
dois anos em que esteve fora, ela o deletou de sua vida sem dar nenhuma
explicação. Este romance, finalista do Goodreads Choice Awards 2016,
marca a estreia da adorada escritora Tillie Cole na ficção young adult. É
também seu primeiro livro publicado no Brasil.

  Para
participar, basta seguir as regras:

– Seguir este blog

Comentar nas postagens de 01/04/17 a 30/04/17 (não serão validados comentários sem conteúdo
ou que não tenham relação com as postagens, ou seja, não vale só dizer ok,
legal, não curti, ótima premissa e etc).

Informar neste post se quer participar, informar o nome que usa para seguir o
blog e e-mail para contato.

Importante
saber:

– Serão
contabilizados comentários postados até dia 01/05/17
e o resultado será divulgado até o dia 04/05/17
– Em caso de empate entre seguidores que mais comentaram, será feito um
sorteio através do random.org.
–  O resultado será divulgado aqui no blog, e quem ganhar deverá
enviar por email os dados para recebimento do livro. Caso não envie em até
48hs, um novo sorteio será realizado.
– O livro será enviado em até 30 dias a contar do recebimento dos dados.

– Não nos responsabilizaremos por eventuais danos causados pelo correio,
e nem por reenvio caso o livro não possa ser entregue por motivo de
ausência. 

Resultado do Top Comentarista de Março

Ao contabilizar o resultado do mês de Março, percebi que 3 leitoras empataram em quantidade de comentários válidos. São leitoras super queridas, que estão sempre por aqui. Pensando nisso, e levando em consideração que 4 livros estavam disponíveis para a escolha da vencedora (que seria, inicialmente, apenas uma), resolvi que cada uma das três vai ganhar um livro daquela seleção. Foi uma forma que encontrei para agradecer pela presença e carinho. Então o Top de Março teve três ganhadoras!

As sortudas são:

Aichha Carolina Pereira
Girlene Viey
Ana Luisa Ricardo

Gostaria de agradecer a todos que participaram, a presença de vocês por aqui faz toda a diferença 😉

Resenha – Sob um milhão de estrelas

Publicado em 3 de abril de 2017
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 Livro: Sob um milhão de estrelas |
Autora: Chris
Melo | Lançamento: 2017 | Editora: Fábrica
231 | Páginas: 320| Classificação do Skoob: 4,7 | Onde comprar: Amazon | Saraiva
*Livro do acervo pessoal
De uns
tempos para cá, percebo que estou muito entusiasmada com a literatura nacional
contemporânea. Volta e meia me deparo com autores e autoras que me surpreendem
com uma escrita de qualidade e histórias encantadoras. Confesso que mesmo lendo
cada vez mais livros nacionais, ainda não conhecia o trabalho da Chris Melo.
Hoje vou falar para vocês sobre a experiência que tive com o livro Sob um milhão de estrelas.

Confesso
que o escolhi muito por acaso. Não sabia a sinopse, pois preferi não lê-la e
nem buscar informações sobre o livro. Talvez por isso não percebi que se
tratava de um segundo volume, uma espécie de continuação do livro Sob a luz dos teus olhos. De qualquer
maneira, esse fato não atrapalhou em nada a leitura, pois cada obra foca em um
casal diferente.
Neste
livro conhecemos a história de Alma e Cadu. Ela é uma jovem médica com o
coração partido e precisando dar um tempo na carreira, após uma situação que,
além de acabar com o seu relacionamento com o noivo, a faz duvidar da sua
capacidade de clinicar. Alma necessitava ressignificar sua vida, sua carreira,
precisava de uma chance para entender o que aconteceu no dia em que tudo virou
de cabeça para baixo.  Era imprescindível
descobrir o que deveria fazer a partir de agora.
Cadu é um
professor universitário e dono de um bar, na pequena cidade de Santa Cecília.
Mudou-se para o interior após sua ex romper com ele, para reatar o
relacionamento com um antigo namorado. Com o coração aos pedaços, desiludido com o
amor e querendo desesperadamente se reorganizar enquanto pessoa, Cadu investiu
na possibilidade de recomeçar a vida em Nova Cecília. Ali ele fez amizades,
conquistou a confiança e o carinho das pessoas. E estava tudo bem, em paz, até
a chegada de Alma.

“Olho para a janela e vejo a luz trepidante e azulada atravessando a cortina da minha nova vizinha. O que será que diz a televisão ligada de Alma? Será que ela assiste algo interessante, apenas olha desatenta para a tela à espera de o sono vir ou simplesmente a ligou para inibir o barulho que toda solidão tem?”

Alma e
Cadu se conhecem quando ela chega à cidade para receber uma herança deixada
pela avó.  No testamento há um sobrado
com janelas coloridas. Na parte de cima, Alma encontra uma casa aconchegante e
acolhedora; na parte de baixo um antiquário que guarda muito mais histórias do
que as que são contadas pelos objetos antigos em exposição. E em frente, em um
sobrado similar, está Cadu, um vizinho solitário e poético, que acaba se
tornando um amigo com quem Alma compartilha as dores de um coração partido. Ou
dois, no caso.
Até
então a história parece clichê: duas pessoas que passam a dar suporte uma para
a outra. Uma amizade que floresce e dá espaço para um amor passional e intenso
entre um casal, certo? Eu pensei isso também, até que percebi que Sob um milhão de estrelas é aquele tipo
de livro que mostra uma premissa simples, talvez batida, mas que aos poucos vai
ganhando força e envolvendo o leitor de tal maneira que, quando percebemos,
estamos marcado 4 de cada 5 frases escritas pela autora. A gente sente o
coração partido, a necessidade de recomeço, a saudade, a angústia, o desejo… A
gente sente tudo junto com os personagens, do começo ao fim.

Durante a
narrativa a gente quer abraçar Alma e dizer que vai ficar tudo bem. A gente
quer pegar Cadu pela mão e reivindicá-lo como nosso. Um poeta, um romântico incorrigível,
um homem maduro que sabe o que quer e que luta para conseguir o que deseja. Alma
não fica atrás, enfrenta suas questões de cabeça erguida e, através de diversas
cartas deixadas para ela pela avó, vai percebendo que existem questões e
sentimentos capazes de afetar diversas gerações. São esses sentimentos, aliados
às questões particulares dos protagonistas e personagens secundários, que dão o
tom do livro. O clichê aqui é reinventado e ganha profundidade com a escrita
assertiva e fluida de Chris Melo. A narrativa tem um toque lírico como há muito
tempo eu não via. Não é apenas um romance, é poesia pura.

 “Imaginar um pouco é ganhar fôlego, alimentar a esperança é um jeito que a nossa cabeça arruma para suportar o fato de que certas coisas podem nunca acontecer”.

Confesso
que em determinado momento certo acontecimento me pareceu um tanto forçado e
desnecessário. Ledo engano, aqui nada foi escrito por acaso. Tudo que acontece
na história dos personagens tem um porquê. É como se no fim das contas,
existisse um fio invisível ligando tudo, entrelaçando o destino daquelas
pessoas de tal maneira que nenhuma participação é vã.  Tudo isso junto transformou esse livro no meu
favorito de 2017 até o momento. Chris Melo atiçou minha curiosidade com relação
ao seu trabalho, e despertou em mim uma vontade absurda de ler tudo o que ela
escreve. Como disse, há sentido, há sentimento, há fluidez e coerência na
escrita. Esse é o tipo de romance que tem de tudo: amor, drama, reviravoltas,
intrigas, dor… E embora haja muito amor e paixão envolvidos, a autora em
momento algum pormenoriza esses sentimentos e transforma-os em cenas de sexo
desnecessárias com o intuito de prender o leitor. Não. Ela não faz isso. Chris Melo sublima as emoções aqui. E o resultado é um livro imperdível. 
  “É
simples sair da cama quando você mal consegue esperar pelo dia
amanhecer. Complicado é você ensaiar um sorriso mentalmente, respirar
fundo e permanecer de olhos fechados, tentando trapacear, fingindo
dormir para adiar a vida. Difícil é seguir com a rotina quando se tem
vontade de voltar a dormir por mais quinze minutos, dias, meses”.

 

“Ela me abraçou de um jeito tão carinhoso que, se eu tivesse talento, viraria poesia”.