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Contos/Poesia

Resenha – Esperando a hora da Stella

Publicado em 22 de junho de 2017
- Circuito, Contos/Poesia

LIVRO ESPECIALMENTE INDICADO PARA pessoas que gostam de poesia, contos e crônicas, para quem curte fotografia e para quem aprecia todos os sentimentos que podem conter em uma imagem.

Olá, pessoal! Hoje trago mais uma dica de leitura rapidinha, especialmente para quem gosta de obras com um estilo diversificado de narrativa, pois essa é a proposta da autora Maria Dolores em seu livro Esperando a hora de Stella.

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Dica de leitura – Sara anda mais bonita

Publicado em 2 de junho de 2017
- 7Letras, Contos/Poesia, Nacional

LIVRO ESPECIALMENTE INDICADO PARA quem busca um conto curto e interessante, para quem gosta de edições feitas de maneira artesanal. Ideal para ler naquele momento em que buscamos algo rápido e misterioso.

Olá pessoal, como vocês estão? Hoje trago para vocês uma dica para aqueles momentos em que queremos uma leitura rápida, fluida, com personagens que despertam curiosidade e com uma narrativa que deixa ali possibilidades para interpretação.

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Resenha – Outros jeitos de usar a boca

Publicado em 5 de maio de 2017
- Contos/Poesia, Planeta, Resenhas

INDICADO ESPECIALMENTE PARA quem gosta de contos, crônicas e poesias inspiradas na vida da mulher, suas dores, angústias e desenvolvimento emocional. Ideal para ler quando buscamos uma dose de inspiração e empoderamento, e para momentos em que queremos nos aproximar da poesia, mas com uma linguagem mais contemporânea e menos filosófica (aqui é tudo muito direto ao ponto) .

Olá, pessoal!

Hoje trago mais uma dica de livros de poemas. Quem nos visita aqui no blog deve ter percebido que de vez em quando trago uma dica desse estilo, isso porque sou uma apaixonada por poesia, crônicas, poemas, versos… Enfim, esse tipo de escrita, geralmente carregada de sentimento e significado. Tem gente que não gosta, talvez porque ainda hoje há uma ideia errônea de que este tipo de literatura, obrigatoriamente, deva apresentar uma escrita rebuscada, com versos misteriosos e de difícil compreensão. Bom, não é sempre assim. Outros jeitos de usar a boca é uma prova disso.

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Resenha – O que não existe mais

Publicado em 30 de janeiro de 2017
- Contos/Poesia, Nacional, Resenhas, Tordesilhas

LIVRO ESPECIALMENTE INDICADO PARA quem gosta de contos, para quem busca textos curtos e cheios de sentido, para que aprecia narrativas que falam sobre questões muito humanas, como: ausência, vida, morte, saudade, amor.

Adoro livros que falam sobre questões existenciais. E essas questões, muitas vezes tão comuns, podem ser retratadas de diversas maneiras e escritas para públicos variados. A vida, o sentido dessa vida, a morte, a repercussão desse deixar de existir, a família e seu papel na construção da nossa personalidade, o ser o que se é… Tudo isso me interessa. São temas comumente encontrado em romances, fantasias, distopias, ficções ou livros de terror. A literatura e a arte de maneira geral costumam transformar o comum em belo. 

O que não existe mais, livro de estreia de Krishna Monteiro, permite que o leitor entre em contato com diversos desses temas, distribuídos em sete contos. A principio o leitor pode imaginar que cada uma dessas histórias, por se passar em tempos distintos, com ambientações diversas e narradores muito diferentes entre si, falará cada uma
sobre um determinado assunto. De certa forma falam, mas penso que a essência de todos os contos é basicamente a mesma: a dor, a falta, a ausência, a saudade… Tudo aquilo que fica quando algo ou alguém se vai.

 

“O que não existe mais, quase sempre é, o que subsiste; aquilo cuja existência se torna praticamente insuportável para quem vive do que existe. O que não existe mais existe até demais”.

 

A unicidade da escrita, poética, sensível e cheia de significados, pode assustar o leitor acostumado a narrativas mais simples ou diretivas.  E essa escrita única atrelada à viagem existencial que o livro propõe ao leitor, mesmo que de maneira inconsciente,  transforma esse livro diminuto – no que diz respeito ao tamanho físico –  em uma obra por vezes difícil de ler. Isso porque, quem, afinal, gosta de encarar a certeza da finitude? Quem aprecia ter escancarada a dor da ausência daquele que se foi, aquela dor que a gente tenta encobrir com sorrisos nem sempre sinceros? Quem acha fácil perceber que tudo aquilo que não foi, poderia ter sido, se tivéssemos feito algo diferente? Quem acha fácil dar o último adeus, seja a alguém querido ou a si mesmo? Nem todo mundo, acredito.
 
“Sondo o ar. Estirado sobre uma maca a lhe servir de leito, ele, o corpo, ou ela, o corpo, cheira a vácuo e a ausência”.
Cada narrador alcança o leitor de alguma maneira, seja esse narrador um filho, um avô, um neto, o gato ou o galo; cada conto cumpre seu propósito de tocar o leitor – uns mais fortemente que outros – e promover um estado de introspecção reflexiva que pode tanto doer quanto ser libertadora. O que não existe mais é um livro para se ler devagar, quando o tempo não é exigente e o coração está aberto. É um livro que indico para quem não se importa em vivenciar esse tipo de imersão nos sentimentos. Para quem gosta de textos mais filosóficos e densos, mas com beleza singular.
 Se eu fosse você, largaria esta arma. Poria no chão este revólver. Lançaria por terra a fria bala de aço destinada a explodir teu crânio. E ouviria, qual uma plateia, o primeiro, o segundo e o terceiro movimento da eterna sinfonia. Da eterna sinfonia que, como um sudário, enlaça e abraça o vento.

 

Este livro foi o último que ganhei, portanto já aproveitei para incluí-lo no desafio do nosso projeto literário de leituras temáticas.