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Layla Magalhães

Resenha – Caixa de Pássaros

Publicado em 1 de dezembro de 2017
- Editoras, Intrínseca, Resenhas, Suspense, Thriller

LIVRO ESPECIALMENTE INDICADO aos fãs de suspense e terror e que estão preparados para, durante a leitura, ouvir barulhos estranhos no meio da noite e achar que está sendo observado. Deixando meu desabafo de noites mal dormidas de lado, Caixa de Pássaros é mais que recomendado se você gosta de thrillers e reflexões na calada da madruga.

O medo pode ser contemplado com diversos olhares. No dicionário encontrei vieses que diziam que medo é o estado emocional provocado pela consciência que se tem diante do perigo; que descreviam-no como um sentimento de ansiedade sem razão fundamentada, como o medo de tomar manga com leite ou de deixar a sola do chinelo pra cima; há também o sentido de medo por extensão, que complementa um comportamento repleto de covardia, como fugir por estar com medo de algo ou alguém.

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Para Ficar de Olho – Warcross

Publicado em 26 de novembro de 2017
- Em Inglês, Ficção Científica, New Adult, Para ficar de olho, Romance, Thriller

LIVRO ESPECIALMENTE INDICADO àqueles leitores que gostam de futuros super tecnológicos e cheios de possibilidades que põe em cheque nossa moral e ética. Recomendado para quem quer uma leitura inédita, fluida e viciante, com muita representatividade e cheia de surpresas. É um livro para quem já conhece Marie Lu e quem nunca a viu antes. Com hackers, deep-web e jogadores profissionais, Warcross é diferente de tudo o que você já viu.

Estamos condenados a ser livres.

Vocês já ouviram falar de Jean-Paul Sartre? Não darei nenhuma aula de existencialismo por aqui, mas ele foi um grande filósofo que acreditava que o ser humano se define pelas escolhas que ele faz e não por características pré-definidas que lhe foram atribuídas, como por exemplo uma faca, que foi feita única e exclusivamente para cortar.

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Resenha – Menino de Ouro

Publicado em 14 de novembro de 2017
- Drama, Globo Livros, LGBT, Young Adult

LIVRO ESPECIALMENTE INDICADO a leitores que gostam de contemplar quanto o gênero é importante e quanto realmente influencia em quem somos e buscamos ser. Recomendado para quem não teme leituras fortes, que faz com que revejamos conceitos e soframos com sua perda e ressignificação, mas que, por isso, valem extremamente a pena.

A escuridão não é sequer a perda de visibilidade. É apenas uma mudança de cor, de tom. É a mesma coisa que o dia, com uma tonalidade diferente.

Max é um bom menino. Inteligente, bonito, um filho educado e um irmão dedicado, amigo gentil e rapaz responsável, galanteador e, mesmo aparentando ter uma vida perfeita, ele é um mistério. Tudo isso porque Max Walker tem um segredo. Esse é o tipo de pensamento e estrutura de história que você receberá nas primeiras vinte páginas. Poucos sabem desse segredo – os pais dele sabem; seu amigo e primo de consideração sabem. E é nesse momento, entre a página vinte e vinte e um, que você lembra daquela manchete no noticiário falando que as pessoas que sofrem abusos, na maior parte das vezes, são abusadas por alguém que conhecem, intimamente ou não.

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Resenha – Inventei Você?

Publicado em 7 de novembro de 2017
- Drama, Romance, Verus, Young Adult

LIVRO ESPECIALMENTE INDICADO para leitores que gostam de se confrontar com visões novas e diferentes a respeito da vida e de todos os seus fatores. Um livro de reflexões mas cheio de risadas, romance e lágrimas, é uma leitura que surpreende por sua profundidade e excelência de escrita, surpresa muito bem vinda naqueles momentos em que temos muitos livros para ler e não conseguimos escolher um, por exemplo. (Essa leitora ávida e resenhista recomenda que vocês escolham esse aqui.)

O que vocês gostavam de fazer quando eram crianças? Quais eram suas brincadeiras preferidas? Eu, por exemplo, gostava muito de andar de bicicleta. E não apenas andar civilizadamente de bicicleta – eu adorava passar por buracos e obstáculos nas ruas de terra, de fazer de galhos e árvores e jardins países encantados que só eu pudesse atravessar. Por morar na capital de São Paulo na época, meus pais não deixavam que eu perambulasse de bike pela região perigosa, deixando minha querida bicicleta na cidadezinha pequena em que minha avó vive até hoje, Lambari, em Minas Gerais. Recordo-me de aguardar ansiosamente pelas férias – de aguardar ansiosamente pela chance de subir na bicicleta depois do café da manhã e só voltar para casa por volta de cinco horas da tarde. Continue Lendo